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terça-feira, 26 de maio de 2015

BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: SOBRE A REALIDADE ATUAL DA DOUTRINA DA SALVAÇÃO NO...

BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: SOBRE A REALIDADE ATUAL DA DOUTRINA DA SALVAÇÃO NO...: Tenho afirmado que em se tratando da doutrina da salvação há uma diversidade de posicionamentos no contexto pentecostal assembleiano ...

domingo, 26 de abril de 2015

Qual briga devemos comprar?

confusao.jpg

Tenho lido textos e assistido vídeos sobre política ultimamente, eu gosto de ouvir os dois lados, porque entendo que ninguém é dono da verdade. Tenho sempre tentado enxergar os caminhos do Brasil nas teses que eu tenho estudado. Eu aprendi a ouvir mais do que a falar, talvez pelo ambiente hostil ao qual eu sempre fui submetido como conservador em meio a liberais (quando falo em liberais, me refiro à moral e não à ideologia política, não há muitos politicamente liberais no Brasil), e me especializei mais em escrever do que em falar. Eu normalmente não sou bom em debates porque o meu raciocínio é lento e eu gosto sempre de remoer algo bastante antes de dizer o que penso sobre o assunto, e mudei muito de opinião sobre questões polêmicas tais como casamento homossexual, aborto, celulas tronco, entre outras, não em relação a elas propriamente ditas, mas á forma de tratar delas. Normalmente passeio um pouco entre o pensamento liberal e o conservador, pois entendo que a moral deve ser preservada se queremos progredir como sociedade, mas vejo essa mesma moral ameaçada quando dou poder ao Estado para controlá-la, isso é perigoso. Quero dar uma opinião sobre a questão da moral cristã em contraste com a liberdade apregoada pelo liberalismo político e sinceramente, nunca vi ninguém falar nada parecido com o que vou dizer, muito embora ache que algumas pessoas pensem como eu, mas não queiram expor seu pensamento, ou não o consigam. Percebo que, em debates, o pensamento cristão sai em desvantagem principalmente porque é preciso tempo e uma linha de raciocínio bem clara para expormos nossa maneira de pensar e nossos rivais não nos deixam concluir nosso raciocínio, uma interrupção seguida de uma acusação infundada tira qualquer um do sério... Essa é sem sombra de dúvidas uma das razões pelas quais eu prefiro escrever do que debater, já que ninguém me interrompe enquanto escrevo, já enquanto falo…
Afinal qual é a razão de os evangélicos estarem sendo bombardeados hoje por todos? Pensamos que a imoralidade para a qual caminhamos nos levará à derrocada de nossa sociedade. Entendemos que a família heterossexual deve ser a única existente, que crianças não devem ser assassinadas dentro do útero de suas mães, que a dignidade humana deve ser preservada, mesmo que em estágios iniciais de nossa existência. É assim que pensamos e é isso que pregamos e não temos a menor intenção de obrigarmos quem quer que seja a pensar como nós ou a agir como nós. Apenas queremos ter o direito de nos expressarmos sobre isso a fim de tentarmos convencer a muitos pela pregação. Por conta desse processo de pregação e de conversão de muitos à nossa forma de pensar, temos alguns atritos com outras filosofias e daí surgem os embates, afinal estamos crescendo e isso assusta a  muitos.
Daí vem a questão de nós os protestantes, conservadores que somos, sempre tendermos a nos aproximar dos liberais, já que assim garantimos nosso direito de livre expressão e de livre prática religiosa, fora do liberalismo, estaríamos ferrados, e pra entendermos isso basta olharmos para a história. Todo sistema político totalitário tende a perseguir qualquer grupo que cresça paralela e independentemente do Estado, como é o caso da Igreja, é uma questão de poder. Isso aconteceu no Império Romano, na Alemanha nacional-socialista, nas nações socialistas atuais. A influência dos líderes cristãos pode fazer desmoronar o poder de qualquer líder político em questão de instantes, logo a resposta é desestabilizar, dividir para conquistar e em última instância, matar mesmo quem quer que se oponha ao regime político. hoje no Brasil estamos sofrendo ainda a primeira fase, a tentativa de desestabilizar.   Quero deixar bem claro que isso não acontece só com a religião, qualquer grupo influente e independente sofre com regimes totalitários.
Tendo tudo isso em mente, cria-se na cabeça de inúmeros cristãos a idéia de coitadismo, de que estamos sendo perseguidos a todo instante e quase que instantaneamente tendemos a recorrer ao Estado para proteger a sociedade da imoralidade em que a sociedade está submergindo para nos protegermos. Algo não muito compatível com a idéia liberal de que as pessoas devem ser livres para serem diferentes, individuais, fazerem o que tiverem vontade de fazer, sem a interferência do Estado, desde que obviamente não interfiram na liberdade uns dos outros. essa é uma questão complexa, já que em tese, a imoralidade não afeta só a quem a pratica, mas a toda a sociedade, logo o conservador entende que está defendendo a todos quando luta contra a imoralidade.
Tenho refletido muito sobre isso e cheguei à conclusão de que estamos partindo de um pressuposto errôneo. Um pressuposto negado pelo próprio liberalismo político e pela nossa fé, mesmo que indiretamente. O de que o Estado é eficiente. Criamos a expectativa tola de que o Estado vai evitar que homossexuais vivam juntos ao não reconhecer o casamento homossexual. Sabemos que o Estado é ineficiente e que não conseguirá barrar uma tendência mundial de ir contra os princípios cristãos. Alguém dirá: mas a questão não é evitar que o ato aconteça, mas evitar que o ato seja incentivado. Ora, o fato de o Estado não reconhecer o casamento homossexual não nos levará a uma diminuição de casos homossexuais, já que, sem o reconhecimento, o homossexualismo continua avançando em aceitação na nossa sociedade. Outro dirá: É uma questão de princípios, o Estado não deve reconhecer algo ilegítimo. Bem, o casamento homossexual é ilegítimo para nós, para eles não, isso nos leva à questão do pensamento liberal, que não somos donos da verdade, apesar de entendermos que estamos certos. Por isso entendo que não faz sentido lutarmos contra essa tendência via Estado. Não estou dizendo que devemos aceitar ou concordar com a prática. Somos livres pra pensar e falar o que quisermos, assim como eles. Chego à conclusão de que estamos lutando em vão não pelo fato de que não possamos conseguir barrar o casamento homossexual, ou o aborto despropositado, ou o uso de embriões humanos para experiências, etc.., mas entendo que mesmo que isso aconteça, as práticas continuarão ocorrendo pelo simples fato de o Estado ser ineficiente.
Acredito que abri um novo precedente na minha discussão. Alguém poderá achar que eu sou um conformado, que acho que as coisas estão caminhando para uma tendência apocaliptica e que não tem jeito de consertar essa bagunça. Eu creio que tem jeito sim, mas também creio que essa mudança é limitada a indivíduos e no máximo a grupos ou até mesmo a grandes massas isoladamente, em termos geográficos, em meio a esses bilhões de habitantes do planeta Terra, mas que pra maioria é mais fácil nadar junto com a corrente. Também acredito que, mesmo com a ineficiência do Estado, há posições pelas quais devemos brigar no congresso, como por exemplo, contra o aborto despropositado, experiências com embriões humanos, afinal, com a vida humana não se brinca, mas não devemos nos limitar a isso. O mais importante é pregar o Evangelho porque é ele que transforma e que muda a mentalidade corrompida pelo pecado. É nesse campo que devemos travar os maiores embates. É aí que está a nossa luta.

Pra resumir, deixo aqui uma declaração que eu tenho o prazer de fazer:

É Cristo que salva!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Uma Resposta Sincera aos Calvinistas de Plantão

Caros calvinistas de plantão,

Pelo que entendo de suas explicações e referências bíblicas citadas, Deus criou os ímpios para a perdição. Por exemplo, Pv 16:4 e Rm 9:13. Porém entendo que o "fazer um vaso para a ira e outro para a misericórdia" tem a ver com a intervenção dEle. Ele endurece (não intervêm no) o coração de quem quiser e tem misericórdia de quem quiser. O fato de eu ter que buscar a Deus para ser salvo não desabona o fato de Deus ter me chamado, escolhido, já que se eu o desejasse sem que ele tivesse misericórdia de mim, de nada adiantaria, foi preciso que ele me reconciliasse consigo. O vocábulo "todos" em qualquer versículo bíblico deve ser levado em consideração assim como qualquer outro. A Palavra de Deus afirma em Rm 5:18:

"Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens."

Observando o contexto remoto, podemos concluir que para ser salvo é preciso crer em Cristo e é por isso nem todos são salvos, já que a fé é dada por Deus, lógico, assim como poder para vencer o pecado.

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15:5).

Só podemos crer, pela Bíblia, que Deus derrama a sua graça sobre todos, mas nem todos correspondem à graça de Deus, antes muitos resistem ao Espírito Santo.

"Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração." (Jeremias 29:13);

"Não apaguem o Espírito." (1 Tessalonicenses 5:19);

"Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé." (2 Timóteo 3:8).

Penso assim por muitas razões, a primeira é que, apesar de os versículos usados pelos calvinistas serem bem tendenciosos à predestinação fatalista, observando a Bíblia em sua totalidade, vejo um Deus que não deseja a morte do ímpio, antes, que ele se arrependa e viva (Ezequiel 18:23);

Vejo um Deus todo-poderoso, logo, se ele quer que o ímpio se arrependa e viva, nada o impediria, a não ser, sua própria decisão de não intervir na vida de quem o resistir. Assim, ele continua soberano, não infringindo suas próprias regras. A prova de que Deus partilha de sua graça com todos é o fato de todos terem traços da natureza de Deus, de forma "ofuscada", é claro, bem como o senso comum de justiça e bondade, que é universal.;

Vejo um Deus que não faz acepção de pessoas:

"Pois em Deus não há parcialidade." (Romanos 2:11);

"Não serei parcial com ninguém, e a ninguém bajularei," (Jó 32:21);

"Então Pedro começou a falar: Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade," (Atos 10:34).

Um fato interessante da teologia de vocês, é que vocês entendem que a prova de que o calvinismo está mais próximo da verdade que o arminianismo (não sou um nem outro), é que os arminianos são todos "um bando de corruptos e desobedientes, que não nasceram de novo". Ledo engano, já que todos os homens e mulheres santos, e conhecedores da graça salvadora de Deus que eu conheço pessoalmente são pentecostais, por tabela, mais arminianos que calvinistas. Na verdade, apesar de crer que há muitos salvos calvinistas, no meu universo de amizades cristãs, todos os cristãos exemplares fogem de se identificar como arminianos ou calvinistas, pois consideram essas duas teorias boas, porém minimamente detentoras da Verdade de Deus, são para eles, 0,00001% do que a Bíblia Sagrada tem a oferecer. (o número foi só pra ilustrar).

Concluindo e tendo ciência de que prestarei contas a Deus de tudo quanto afirmo, o deus calvinista é déspota, o deus arminiano é um banana e o Deus da Bíblia é Deus.

Informo que neste texto há muito pouco dos argumentos válidos contra a predestinação fatalista. Aceito comentários construtivos e respeitosos.

Cordialmente,

Clébio Lima de Freitas

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Importância da Apologética Cristã

Como já disse em minha postagem anterior, vivemos tempos trabalhosos, assim diz a Escritura:

“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.” (2 Timóteo 3:1-7).



Você percebeu alguma semelhança com os dias atuais? É, a Palavra de Deus é infalível. O principal problema relacionado a esses tempos trabalhosos é o pecado, que leva o homem à rebelião contra seu Criador, contra seus princípios e vontade, levando este homem a uma vida problemática e a uma futura condenação eterna inevitável, ao não ser pela graça de Cristo, que morreu em nosso lugar e ressuscitou, provando-nos que sua Palavra é verdadeira. Crendo em Cristo, nossos pecados são perdoados e temos a oportunidade de crescermos em Cristo, de gória em glória (1 Co 10.31), em direção à estatura de varão perfeito, como Cristo é enquanto homem (Ef 4.13). O homem religioso, que pode ter até aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2 Tm 3.5), tem como prioridade a satisfação de seus desejos, de suas necessidades, e não o crescimento na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.17,18), ou em fortalecer-se no Senhor e na força de seu poder(Ef 6.10). Ele quer o Jesus salvador, mas não o Jesus Senhor. Ele quer ser cabeça e não cauda, mas ignora o mandamento apostólico de buscar as coisas humildes e não as altas (Rm 12.16). Ele quer ser curado, mas não quer admitir que Deus é soberano (2 Co 12.9). Quer o melhor desta terra, mas deixa de lado o mandamento bíblico de ajuntar os tesouros dos céus e não os da terra (Mt 6.19-21). Em contraste com este homem, que não conhece a Cristo e não é conhecido dele (Mt 25.12), há o homem que foi transformado pela graça de Cristo e que faz exatamente o contrário do primeiro, pois tem aparência de piedade e é piedoso de fato (1 Jo 2.21), tanto que prova isto experimentando uma transformação autêntica (Tg 2.26). Este segundo homem prioriza a vontade de Deus, assim como Cristo fez (Mt 26.42). Ele sabe que as dádivas espirituais em Cristo são melhores que as terrenas, mas não as despreza, sabe pô-las em seu devido lugar (1 Tm 6.10). Ele sabe que acima dele está o Senhor do Universo e que temos autoridades acima de nós que devemos respeitar (1 Pe 5.6; Rm 13.1). Enfim, este segundo homem não possui méritos próprios, logo nunca será reconhecido pela maioria como o maior, o melhor, o astro, o grande, ou outros títulos dados aos que falam o que o homem não transformado quer ouvir (2 Tm 4.3).


Você deve estar se perguntando: o que essa falação toda tem a ver com Apologética Cristã?
 E eu digo: tudo e mais um pouco. O vocábulo “Apologética“ é uma derivação do vocábulo “apologia”, que vem do grego απολογία e significa “defesa verbal”. A apologética teve importante papel na história da Igreja Cristã, já que sempre houve ataques de fora ou mesmo heresias em seu seio, assim as defesas da Sã Doutrina foram fundamentais para a formação das doutrinas como as conhecemos hoje. Assim alguns nomes como Ário, Montano, facções citadas por escritos apostólicos, como os “da circuncisão” por Paulo, e heresias combatidas como o gnosticismo, já por João e posteriormente pelos Pais da Igreja nos séculos diretamente posteriores à ascensão de Cristo puderam ser combatidas e a saúde doutrinária da Igreja, preservada. A Apologética Cristã nasceu da necessidade dos cristãos de defenderem a Fé Cristã de ataques de dentro e de fora, por meio de uma argumentação racional que abriu o caminho para a sistematização do conhecimento bíblico, ou seja, para a Teologia Cristã.

Considerações Importantes sobre a Defesa do Evangelho

1 - Dar nome “aos bois” às vezes é imprescindível:
Infelizmente, por vezes não adianta apenas dizer que um ensino está errado ou que segui-lo pode gerar morte espiritual ou uma decepção lá na frente. Dar exemplos claros, de forma que todos possam compreender, pode salvar uma vida do engano das heresias, porém esta explicitação deve levar em conta que o mais importante é mostrar a verdade, e não, mostrar que o fulano-de-tal está errado. Há uma grande diferença entre evidenciar a verdade e difamar as pessoas. Por outro lado, existem casos em que simplesmente mostrar que um ensino é errôneo já basta, principalmente quando já há um entendimento, mesmo que inconsciente ou raso de que o ensino não condiz com as Escrituras ou quando se trata apenas de um deslize não tão grave e que pode ser cometido por qualquer um. Jesus nunca citou um nome específico referindo-se a heresias, porém várias vezes censurou os fariseus, saduceus, e até mesmo muitos discípulos que queriam segui-lo apenas para satisfazer seus desejos carnais (Jo 6).

2 – O criticar nem sempre é falta de amor:


O amor sempre evidencia a verdade (1 Jo 2.21). quem ama não quer ver quem se ama perder a vida eterna. Um verdadeiro servo de Deus sabe falar a coisa certa na hora certa com amor e compreensão (Cl 4.6), assim como sabe ouvir um bom conselho e ser humilde o bastante pra aceitá-lo e tentar mudar (Hb 3.13). Existem pessoas por aí afirmando serem apologetas, porém não demonstram amor por aqueles a quem criticam, assim como há verdadeiros apologetas cristãos achincalhados por tão somente apontarem erros doutrinários graves que evidenciam problemas em ministérios de pregadores ou cantores famosos. O grande problema, nesse caso, é que muitos acreditam que não precisam mudar por Deus estar "confirmando" o tal ministério por meio de milagres, vidas transformadas, etc.. Assim, que me perdoem, estão demonstrando não terem amor pelo Deus que pretensamente os chamou. Um servo de Deus sempre precisa mudar em algum aspecto, e para isso Deus chamou seus servos para anunciarem sua Palavra, quer lhes agradem ou não.



3 – Julgar nem sempre é errado;

Jesus ensinou que não devemos julgar de forma temerária, ou seja, que não devemos caluniar, dizer que o fulano-de-tal fez o que ele não fez, ou espalhar o erro do irmão, do qual já se tem provas, só por maldade (Mt 7.1-5). Quando o erro se torna rebeldia e está ameaçando a saúde espiritual de nossos irmãos em Cristo, não há outro jeito, se não explicitar, trazer à tona, porém com responsabilidade. Em outras passagens bíblicas vemos ordens explícitas de julgarmos e foi pra isso que Deus nos deu discernimento (Mt 18. 15-17).


Conclusão:

Apologética Cristã significa defesa do Evangelho. A Igreja por vezes teve de opor-se severamente contra heresias inclusive citando nomes ou grupos de heréticos. Os dias atuais pedem ações enérgicas da Igreja em relação à apologética, pois doutra forma, as heresias arrebatarão milhões de cristãos da sã doutrina. Deus nos deu discernimento para julgarmos com responsabilidade e amor.

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:2).

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma resposta complicada para argumentos complicados de um kardecista


Caro Kerdecista,


Não sei se você já estudou Hermenêutica Bíblica, se não, vou dar-lhe uma das suas regras básicas de forma simplificada: Ao interpretar um texto, analise o contexto. Como já me disseram muitas vezes, um texto fora do contexto é pretexto... Percebo que vocês kardecistas gostam muito de usar a Bíblia contra a pregação cristã, mas por que, se vocês mesmos afirmam que a Bíblia não é a Palavra de Deus? Amigo, ou a Bíblia é a Revelação Especial de Deus aos homens, ou não serve para fundamentar argumentos em relação ao espiritual, pois neste caso, suas afirmativas seriam apenas fábulas, historinhas que os adultos contam para que as crianças tenham medo e os obedeçam. Minha concepção sobre as Escrituras é diferente, elas têm o poder de transformar as vidas de pecadores, revela fatos que ao longo do tempo se cumprem, logo não há porque eu duvidar que suas promessas ainda não cumpridas se cumprirão.

Vou responder-lhe baseado em seus argumentos chaves.

Primeiro argumento: Jesus defendeu a reencarnação.

Bem, não esqueça a regra da hermenêutica: Ao interpretar um texto, analise o contexto. Muitos já caíram em heresia por interpretar textos bíblicos sem analisar o que o resto da Bíblia diz sobre determinado fato, é por isso que existem tantas ceitas afirmando coisas sem sentido por aí e usando o nome de Jesus. Segundo você a Bíblia afirma que João Batista é a reencarnação de Elias. Veja, se você houvesse lido a história de Elias, saberia que ele foi arrebatado em vida aos céus, logo, ele não morreu, logo não pode ter reencarnado (2 Rs 2.11). Jé sei, você vai dizer: “que história absurda”, mas é isso que a Bíblia registra, esta Bíblia que você usa para defender a reencarnação. Quando Jesus afirma que João Batista é o Elias que havia de vir, estava se referindo ao seu ministério, que era bastante parecido, na verdade, o que os profetas estavam dizendo é que aquele que viria antes do Senhor para preparar o caminho teria as mesmas características de Elias, e como eles foram parecidos! Ora, se João batista fosse a reencarnação de Elias, como você defende, ele saberia, pois ela judeu e conhecia as profecias, mas interrogado se era Elias que ressuscitou, ele disse: Não sou (Jo 1.21).

Segundo argumento: É impossível que um corpo decomposto ressuscite.

Que coisa, a Bíblia diz que pode e Jesus diz que pode também. Essas são verdades pregadas por Jesus, se não crê, leia Mateus cap. 24, leia Apocalipse, leia os Profetas, leia a Bíblia, meu caro. O julgamento dos homens é um fato do qual nenhum pecador conseguirá fugir.

Terceiro argumento: Nascer de novo é reencarnar.

O encontro de Jesus com Nicodemos é um dos mais inspiradores. Nicodemos se confundiu quando Jesus disse que é necessário nascer de novo para poder entrar no Reino de Deus. Então Nicodemos pergunta se deveria entrar de novo no ventre de sua mão e nascer. Jesus pergunta retoricamente: “Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?” (Jo 3.10). Parece que os judeus não eram tão sabedores da reencarnação como vocês dizem, do contrário teria entendido seguindo esta sua linha de pensamento. Jesus disse: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”, logo não devemos entender essa afirmação levando para o lado carnal, mas para o espiritual, um novo nascimento espiritual, uma nova vida, tudo do zero, tudo de novo, sem culpa, sem pecados, pois Deus os perdoou e esqueceu-se deles, e doravante, vivendo uma nova vida, seu sangue nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7). De fato, Cristo nos faz nascer de novo em vida (1 Co 5.17).

Quarto argumento: Deus seria injusto em nos perdoar.

O que significa perdoar pra você? Para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa significa:

1. Conceder perdão, absolver da pena.
2. Isentar de dívida.
3. Aceitar, suportar, tolerar.
4. Poupar.

Perece-me que perdoar significa deixar que seu devedor saia isento de lhe pagar uma dívida, se você exige algo, não é perdão. De fato, se Deus não tivesse a dádiva de perdoar, não nos pediria que perdoássemos nossos devedores, como Jesus faz no Pai Nosso: “Perdoa nossas dívidas como perdoamos nossos devedores”. Deus sempre dá o exemplo pra depois nos pedir que façamos. O perdão deve ser dado quando o devedor não possui a capacidade de pagar a dívida. Nós não somos capazes de pagarmos nossa dívida com Deus, somos pecadores e nossa natureza nos levará sempre em direção ao pecado, não importa quantas “vidas” vivamos (Rm 3.23). Viver este perdão de Deus é mais do que simplesmente afirmar que o recebeu, como diz 1 Co 5.17 que eu já citei: “Quem está Cristo nova criatura é”, isso é viver uma fé verdadeira, pois a fé verdadeira nos leva em direção a uma vida piedosa, quem não vive piedosamente não recebeu essa nova vida em Cristo.

Conclusão:

Essas palavras provavelmente vão ter um trabalhão pra perfurar tantos pedregulhos, mas se você sentiu algo diferente ao lê-las, sugiro que ore, como um irmão meu que você afirma ser, e peça a Deus que lhe revele a verdade e ponha toda esta parafernália de livros que você estuda de um lado e a Bíblia Sagrada de outro e analise os conteúdos e decida em aceitar as palavras do Mestre ou as de falsos mestres: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mt 22.29).

sábado, 6 de novembro de 2010

"Um aborto não faz diferença", diz Edir Macedo


É impressionante como até para defender o assassinato de inocentes alguém consegue distorcer passagens da Bíblia. Acho que ele ainda não chegou na parte que diz: "Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. "(At 20.29,30).

Assista ao vídeo aqui.

Atenciosamente,

Clébio Lima de Freitas

sábado, 12 de setembro de 2009

Qual o verdadeiro sentido de Cantares de Salomão?


A Paz do Senhor Jesus a todos vocês! Após um bom tempo sem postar, trago mais uma resposta para o quadro Você Pergunta, A Bíblia Responde. O irmão Kelson fez esta pergunta através do Orkut.

Não é fácil responder esta pergunta porque ela vem quase sempre de uma grande confusão na mente de quem pergunta provocada por opiniões divergentes de líderes muitas vezes respeitados e influentes. Quero deixar bem claro que não é errado haver divergência de opiniões de líderes evangélicos sobre temas secundários, isso muitas vezes é sadio, afinal, nós temos liberdade para pensar e dar nossa opinião; isto foi conquistado pela reforma e não nos pode ser tirado.

Historicamente o livro em apreço sempre foi interpretado de uma forma espiritual e elegórica. Os comentaristas geralmente falam deste livro como sendo a revelação do amor de Deus para com Israel e consequentemente do amor de Jesus pela Igreja. Muitos versículos são usados para defender esta interpretação: (Ez 16; Ef 5.25; Ap 22.17) entre outros ¹. Na verdade, não podemos desprezar a verdade de que o amor de Cristo pela igreja foi simbolizado pelo amor que o marido deve ter por sua esposa (Ef 5.25), de que da mesma forma o amor de Jeová por Israel foi simbolizado (Ez 16), e de que nós somos a noiva de Cristo (Ap 22.17). Porém no Novo Testamento não há qualquer referência ao livro de Cantares para justificar esta interpretação, apesar de entender que ela é válida desde que o propósito principal do livro não seja desprezado.

O propósito do livro de Cantares de Salomão:

Segundo Donald Stamps, comentarista da Bíblia de estudo Pentecostal, o tema do livro de Cantares é o amor conjugal. Ele foi escrito aproximadamente em 960 a.C. por Salomão. O título pode ser traduzido literalmente por “Cântico dos Cânticos” que significa o Maior Cântico. Esse livro faz parte dos livros considerados “Escritos Sagrados” dos judeus e era lido sempre na festa da Páscoa. Abaixo segue parte do comentário de Donald Stamps:

“Este livro foi inspirado pelo Espírito Santo e inserido nas Escrituras para ressaltar a origem divina da alegria e dignidade do amor humano no casamento. O livro de Gênesis revela que a sexualidade humana e o casamento já existiam antes da queda de Adão e Eva no pecado (Gn 2.18-25). Embora o pecado tenha maculado essa área importante da experiência humana, Deus quer que saibamos que a dita área da vida pode ser pura, sadia e nobre [...] ².”

O Pastor Elinaldo Renovato também afirma:

A ordem de crescer e multiplicar não foi dada a solteiros, mas a casados. Gn 1.27,28. - Deus não quis que o homem vivesse só. Gn 2.18,24; Sl 68.6;113.9. - Deus exorta o homem a desfrutar o sexo com a esposa e não com a namorada ou a noiva; Em Cantares de Salomão, tem-se a exaltação do amor conjugal e não entre solteiros. Ct 4.1-12; Ef 5.22-25. ³

O que podemos ver atualmente é o desprezo por este livro em sua mensagem central que é ressaltar sobre a atividade sexual em sua forma lícita de prática. Logo, este livro pode ser utilizado para falar mais abertamente sobre o que é lícito ou não em relação ao sexo, pois suas revelações nesta área são muitas, apesar da difícil assimilação por causa dos símbolos utilizados no livro. Por exemplo, o “jardim fechado” citado no cap. 4 e v. 12 é visto como uma referência à virgindade da noiva, podendo ser usada para defender a pureza sexual de nossos jovens antes do casamento. São muitas as contribuições deste livro para a igreja e o apelo é para que olhemos para ele com mais cuidado e para que aproveitemos tudo o que nos pode oferecer, afinal, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,” (2 Tm 3.16).

Referências:

[1] Manoel Antônio de Andrade Barbosa. Cântico Dos Cânticos (comentário Geral). Acessado em 10 de setembro de 2009. Endereço em: <http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_688.html>.

[2] Donald C. Stamps. Bíblia de Estudo Pentecostal. Introdução ao livro de Cantares de Salomão.

[3] Pr. Elinaldo Renovato de Lima. A Importância da Sexualidade no Casamento. Acessado em 10 de setembro de 2009. Endereço em: < http://www.iadgpuava.com.br/estudos/familia/1.htm>.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Você Pergunta, A Bíblia Responde!

Como receber o dom de “Fazer as pessoas caírem”???
Caros leitores, depois de um bom tempo sem postar e muito desejoso de fazê-lo, eu decidi criar um quadro para o meu blogue chamado: Você Pergunta, A Bíblia Responde! Tomei essa decisão por receber algumas perguntas interessantes através do Orkut, msn, e-mail e até mesmo durante as aulas de escola bíblica dominical que com muito prazer tenho ministrado na sala de jovens da Assembléia de Deus Templo Central no Bairro do Itapery, Fortaleza/ CE.

Sem muitos arrodeios, quero responder uma pergunta feita por um jovem que se intitula Patrick Todd. Recebi essa pergunta pelo Orkut:

"ola sou cristao tbm e gostaraia d informaçoes...eu era satanista ocultista bruxo e estudavabudismo,agoeraestou em deus graçasao msm mais queria saber ocmo eu consigo o maravilhoso dom d fazeraspessoascairem...nunca falei em linguas nem cai nunca me"manifestei emcristo " acho q esse n eh o meu chamado sabe? eu sou mais d observardo q memostrar glorificando alto eu glorifico a deus internamente eu gosto q so ele escute n os demais poderia me explicar sobre? obrigado fik comd eus" (sic).

Amado jovem Patrick, A Paz do Senhor Jesus!

Sua pergunta me chamou a atenção porque vejo que você é um novo convertido que parece ter muita vontade de experimentar uma comunhão com Espírito Santo e isso é bom mesmo quando não temos ideia sobre o que na verdade nós experimentaremos por falta de conhecimento bíblico. Você parece ser alguém que gosta de observar, mas percebo que falta em você um pouco mais de discernimento para saber o que é e o que não é ação do Espírito Santo.

Vamos por partes:

Primeiro, você quer saber como conseguir um dom que você intitula de “fazer as pessoas caírem”. Respondo dizendo que todo e qualquer dom que nós busquemos deve estar entre a lista dos que a própria Bíblia nos fornece (1 Co 12.8-10) e devemos entender também que não podemos ultrapassar o que está escrito (1 Co 4.6). Sei de sua empolgação para buscar o “maravilhoso dom de fazer as pessoas caírem”, mas ele na verdade não é um dom do Espírito, pois não se encontra na Bíblia, não foi dado aos apóstolos e nem mesmo Jesus o utilizou. Não vemos na bíblia o cair como uma coisa boa, exemplo, na noite em que Jesus foi traído ele simplesmente disse quem era e os oficiais caíram por terra, mas não porque estivessem cheios do Espírito Santo (Jo 18.4-6). Vemos alguns profetas caírem ao experimentar uma manifestação da glória de Deus muito profunda e também por jejuarem por muitos dias antes de terem tais experiências e vemos também o próprio Deus dizer: “Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo” (Ez 2.1). Isso já faz com que haja um enorme abismo entre as experiências dos profetas e até mesmo do apóstolo João e o que vemos hoje em dia nos cultos pseudo-pentecostais que são uma demonstração de imensa vontade de experimentar algo sobrenatural, mas sem entendimento sobre o que significa ser usado por Deus com seus maravilhosos dons ou até mesmo de influência de demônios (não podemos nos fazer de ingênuos).

Depois, você diz que esse não é o seu chamado e que você nunca se “manifestou em Cristo”. Se você estiver falando de “derrubar as pessoas” então eu dou graças a Deus por isso, mas se estiver falando de experimentar o batismo no Espírito Santo e os dons que ele nos dá então eu te digo que você foi chamado por Deus para recebê-los (At 2.39) e você só deve fazer duas coisas pelo menos para receber essas dádivas, que são: crer e buscar. Crer é fundamental e buscar é imprescindível para que experimentemos o agir de Deus, mas como buscar? Orando, jejuando, lendo a Palavra de Deus, santificando-se e esperando Jesus voltar. Não há fórmula, pois o tempo é de Deus e ele nos usa como quer e não segundo a nossa vontade (1 Co12.7).

Você pode estar confuso nesse momento, mas não desanime, pois crescer em Cristo às vezes é mudar nosso modo de pensar, isso quando o que nós pensamos não é o que a Bíblia quis dizer. Ore a Deus e continue observando porque você verá muitas manifestações anti-bíblicas, mas também verá muitas manifestações dos dons do Espírito Santo se estiver frequentado uma igreja que guarda os verdadeiros valores bíblicos e cristãos.

A Paz do Senhor Jesus e até o próximo Você Pergunta, A Bíblia Responde!

sábado, 5 de julho de 2008

O Fator Livre-arbítrio em Relação à Salvação do Homem (Parte 1)


Motivei-me a desenvolver este artigo, principalmente, por perceber que existe muito radicalismo por parte de uns e um pensamento distorcido acerca do amor divino por parte de outros em relação a esse tema polêmico tratado pela soteriologia, uns se denominam arminianos, outros calvinistas e parece até que posso ver diante de meus olhos algo muito parecido acontecer na igreja de Corinto (1 Co 3.1ss). É comum ouvirmos alguém dizer: “Calvino estava com a razão”, no mesmo instante um defensor inveterado de Armínio responde: “Que nada! Armínio é que estava certo!”. Será que a Bíblia já perdeu a sua suprema autoridade sobre nós? Afinal, quem está certo é Calvino, Armínio ou a Bíblia Sagrada?!

Antes de mostrar o que a Bíblia diz, quero mostrar os cinco pontos principais do calvinismo e do arminianismo e quero informar que apesar de me mostrar mais voltado ao pensamento arminiano, não me considero um defensor desse pensamento, pois encontro falhas nele, assim como encontro no calvinismo. Como já dei a entender, a Bíblia Sagrada é minha única fonte de verdade infalível e inerrante para o desenvolvimento desse artigo.

Calvinismo:

1 - Depravação Total: O estado de morte espiritual do homem o impossibilita de escolher a salvação;
2 - Eleição Incondicional: Deus elegeu para si alguns dentre todos os homens sem levar em conta seus méritos, boas obras ou fé;
3 - Expiação Limitada: O sacrifício de Jesus serviu para salvar apenas os eleitos;
4 - Graça Irresistível: A vontade do homem não influi na sua salvação, todos os que Deus eleger serão convencidos pelo Espírito Santo a aceitar a fé salvadora;
5 - Perseverança dos Santos: Uma vez salvo, salvo para sempre, portanto, não é possível alguém ser realmente salvo e perder a salvação.

Arminianismo:

1 - Livre Arbítrio: Embora o homem seja pecador, ele tem a capacidade de escolher a salvação oferecida por Deus;
2 - Eleição Condicional: Deus elegeu os homens através de sua pré-ciência, ou seja, ele sabe quais os homens quem corresponderão ao seu chamado;
3 - Expiação Ilimitada: Cristo morreu por todos os homens e não somente por alguns eleitos;
4 - Graça Resistível: Os homens podem resistir à graça de Divina escolhendo o pecado e não a salvação;
5 – Decair da Graça: Qualquer salvo pode, no decorrer de sua vida, perder a sua salvação se não perseverar até o fim.

Não tenho a intenção de tratar de cada ponto das duas correntes, quero me focar no que a Bíblia Sagrada diz a respeito do livre-arbítrio do homem, afinal, era assim que se fazia em Beréia (At 17.11). Vale salientar também que a posição de qualquer que seja o pregador ou a igreja, por mais sério ou séria que possa ser, não pesa mais do que a Palavra de Deus nessa balança (Ef 2.20).

O homem tem a capacidade de escolher entre o bem e o mal?

De acordo com a minha Bíblia, sim. Seria difícil de acreditar que Deus sendo justo, condenaria alguém à perdição eterna por ter feito algo que não poderia evitar, por um caminho que não escolhera por si só (Gn 18.25; Dt 32.4; 1 Jo 3.7). Você lembra-se do que Deus falou ao povo de Israel por intermédio de Moisés pouco antes do mesmo morrer? Deus fez uma lista de bênçãos que o povo de Israel receberia se fosse fiel a ele e uma lista de maldições que os mesmos receberiam se lhe desobedecessem, e no final da profecia ele diz: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.” (Dt 30.19,20 - Grifo meu). Ora, Deus fala a Israel que eles deveriam escolher se queriam o Senhor ou os ídolos, a vida ou a morte, e depois lhes diz que deveriam “dar ouvidos à sua voz e achegar-se a ele” e ainda vem alguém se apoderando de versículos fora de contexto para tentar provar que o homem não tem capacidade de escolha em se tratando da salvação! Porém não posse deixar de falar que o Espírito Santo tem um papel fundamental e indispensável nessa decisão do homem, a Bíblia diz: “E, quando ele [O Consolador] vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (Jo 16.8), e diz mais: “Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.” (1 Co 12.3). Acredito que estes versículos postos em contraste com Dt 30.19 dão um nó na cabeça de alguns, mas não há contradição, o que nós percebemos ao lê-los é que Deus capacita-nos a crer nele ao falar conosco por intermédio de sua Palavra (Rm 10.17), mas nós ainda assim, participamos com nosso desejo de salvação, com nossa entrega, com nossa renúncia, com nosso compromisso com ele. É Deus quem toma a iniciativa, afinal, ninguém pode chegar-se a Deus por seus próprios esforços, Deus se revelou ao mundo por seu Filho Jesus Cristo, ele estendeu a sua mão, mas nós não somos obrigados a segurá-la para sairmos da lama chamada pecado, pelo contrário, somos chamados por ele, mas nem todos ouvem sua voz: “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.” (Hb 7,8 - Grifo meu).

Um episódio interessante das Escrituras foi a repreensão que Jesus deu aos escribas e fariseus: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” (Mt 23.13 - Grifo meu). Agora reflita, se o reino dos céus pode ser fechado por alguém que o anuncia erroneamente de forma que os que são enganados são impedidos de entrar nele, então como pode haver eleição individual para salvação? Desse modo, nada poderia impedir um eleito de ser salvo, nem mesmo um fariseu ensinando meios humanamente impraticáveis de se chegar a Deus! Porém Jesus fala de forma clara que os fariseus estavam impedindo que muitos entrassem no reino dos céus. Isso mostra que para sermos salvos precisamos ser alcançados por Deus ao ouvir o verdadeiro e puro Evangelho. Essa passagem demonstra claramente um desejo, por parte dos prosélitos, de servir ao Deus verdadeiro, mas ainda não o haviam encontrado (ler Rm 10.14-18).

Outro texto interessante sobre o assunto em questão é este: “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” (Gn 4.7). Veja só, o Senhor, depois de o homem ter caído, diz a Caim que ele deveria dominar os seus desejos fazendo uma escolha entre o bem e o mal, por que ele diria isso a Caim se o mesmo não tivesse a capacidade de escolher entre o bem e o mal? Essa é a resposta que nenhum dos que defendem essa idéia jamais me respondeu, nem o podem fazer. Agora veja o que o próprio Deus fala de Israel quando o mesmo vivia em apostasia: “O que imola um boi é como o que comete homicídio; o que sacrifica um cordeiro, como o que quebra o pescoço a um cão; o que oferece uma oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que bendiz a um ídolo. Como estes escolheram os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações, assim eu lhes escolherei o infortúnio e farei vir sobre eles o que eles temem; porque clamei, e ninguém respondeu, falei, e não escutaram; mas fizeram o que era mau perante mim e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer.” (Is 66.3,4 - Grifo meu). Diante deste texto há o que argumentar? Se o próprio Deus disse que o homem peca porque escolheu o pecado, então eu prefiro crer assim.

Jesus deixou uma ordem clara à sua Igreja: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Mc 16.15) e um convite a todos que ouvem sua Palavra: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Ap 22.17 - Grifo meu).
Continua...
Na próxima parte dessa série de artigos eu tratarei a fundo, e humildemente, da Doutrina da Eleição.

Bibliografia:

[1]Ciro Sanches Zibordi. Calvinismo ou Arminianismo? (4). Disponível em:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/uma-vez-salvo-salvo-para-sempre-parte_24.html. Acesso em 30 de Junho de 2008.
[2]Jorge Pinheiro. A Doutrina da Eleição. Disponível em:
Acesso em 1 de Julho de 2008.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

No céu, os salvos se reconhecerão e se lembrarão da vida terrena?

Este artigo foi escrito por meu amigo e irmão em Cristo Lucas Bezerra Leal, ele surgiu de um questionamento feito em uma aula de teologia que nós assistíamos, veio então o desafio de responder à algumas perguntas intrigantes que se seguem com suas respectivas respostas.

Estamos diante de um assunto que desperta muito a nossa curiosidade por se tratar de coisas que dizem respeito ao futuro dos salvos na eternidade. Esses dois questionamentos são muito comuns na mente daqueles que receberam a salvação oferecida por Jesus. Apesar das Escrituras Sagradas não revelarem muito sobre a vida no além, e no Céu especificamente, ela nos traz algumas informações suficientes para desfazer muitas imaginações e até heresias espalhadas por aí.

Haverá reconhecimento entre as pessoas?
A Bíblia responde essa questão através de exemplos bem claros dados pelo Senhor Jesus Cristo, que mostram que iremos nos reconhecer sim no porvir. Vejamos:

- Em Lucas 16: 19 - 31, Jesus contou a história do rico e Lázaro, que parece ser um fato e não uma parábola. Após a morte, ambos tiveram destinos diferentes. O primeiro, por ser avarento, foi para o tormento no Hades e Lázaro, como era piedoso e temente a Deus foi para o paraíso no Seio de Abraão. O rico "levantou os olhos" e conseguiu reconhecer não só a Lázaro, mas também a Abraão; - Em um determinado momento do ministério de Jesus, ele levou Pedro, Tiago e João a um monte e se transfigurou em glória diante deles e "apareceram Moisés e Elias conversando com Ele". Então Pedro empolgado com a experiência sugeriu: "se queres, levantarei aqui três tendas: uma será tua, outra para Moisés e outra para Elias. Aqui vemos claramente que os discípulos não tiveram dificuldade em reconhecer esses grandes homens de Deus que já tinham partido para a eternidade há muito tempo. Isso está registrado em Mateus 17: 1 – 13;

- Ainda em Mateus 8: 11 o Senhor Jesus afirma: "mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus". Isso só será possível se tivermos a capacidade de identificá-los e temos certeza que Jesus não estava enganado. Indo mais fundo na questão em apreço, encontramos duas teses que tentam explicar o reconhecimento e identificação entre os salvos nos céus. A primeira diz que serão preservados os traços de personalidade das pessoas e não os traços físicos. Para sustentar essa tese usa-se o relato da transfiguração de Jesus. Ora, se Moisés e Elias viveram centenas de anos antes de Pedro e dos outros discípulos, como eles puderam identificá-los? Isso aponta para o reconhecimento do caráter de ambos, tão conhecidos pelo povo israelense – já que foram grandes heróis da nação. A outra corrente de pensamento ensina que as características fisionômicas serão mantidas. Para dar solidez a esse pensamento, utiliza-se o caso do rico e Lázaro. O texto sagrado diz que o rico reconheceu a Lázaro, dando entender que Lázaro preservava sua feição. Argumenta-se ainda que na transfiguração de Jesus e depois da sua ressurreição, mesmo ele estando glorificado, foi reconhecido pelos discípulos. As duas teses parecem ter coerência. Para justificar a primeira podemos usar os seguintes argumentos: se o céu é um lugar de perfeição, como ficará as pessoas que têm algum defeito físico? Haverá então disparidade de cor de pele? E as diferenças de feição serão enormes, pois uns são altos, outros são baixos, uns morrem ainda criança, outros na velhice, etc. E ainda, se a identificação for por meio de traços físicos, haverá confusão, pois existe pessoas muito parecidas com as outras. Então, a personalidade de cada um, que não se assemelha com ninguém e que é única é deverá prevalecer e todos "serão como anjos de deus no céu".

Por outro lado, entendemos pela Palavra de Deus que a fisionomia humana foi deformada por causa do pecado. Então, no céu ela poderá voltar ao seu estado original de perfeição e ser mantida. Podemos levar em consideração ainda que todos os salvos estão em busca da perfeição de caráter. Mas como isso não será possível aqui, ele só conseguirá quando chegar ao céu. Assim, as personalidades de todos serão perfeitas e conseqüentemente iguais. Então o diferencial dos salvos será o corpo, que já estará pleno. Surge uma outra indagação que corrobora o pensamento, se o corpo não fosse tão importante e um diferencial no céu, por que então Cristo ressuscitá-lo de forma incorruptível? Analisando por esse ângulo, a segunda interpretação pesa mais.

Haverá memória da vida terrena?

Ao percorrermos os ensinamentos da Palavra de Deus podemos entender que a memória das coisas que aconteceram nessa dimensão é indispensável para a continuidade da existência do homem no porvir. Porém, nesse aspecto da vida na eternidade existem algumas interpretações baseadas inclusive em textos bíblicos, que por não serem analisados de forma mais aprofundada e pelos originais, acabam se tornando heresias. Vejamos primeiro alguns textos que são interpretados erroneamente e que aparentemente contradizem a postura mencionada acima. Depois partiremos para textos sagrados que enfatizam mais diretamente o assunto e raciocínios que esclarecem melhor essa realidade. Eclesiastes 9:5, dá entender e alguns até concluem isso, que após a morte não há lembrança de nada e todos ficam em profunda inconsciência. Vejamos a afirmação de Salomão: “Porque os vivos sabem que hão morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma, nem tão pouco terão recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento”. Para assimilar essa passagem é necessário analisá-la minuciosamente e ver o seu contexto.

Os apologistas Normam Geisler e Thomas Howe fazem uma excelente explanação acerca deste texto. Senão, vejamos: “Aparentemente Salomão parece estar dizendo que os mortos não tem mais noção de nada. O salmista disse: “Pois na morte não há recordação...”, As passagens que dizem que não há conhecimento ou lembrança após a morte estão falando de não haver memória neste mundo, e não de que não há memória deste mundo. Salomão esclareceu seu comentário dizendo: “porque na sepultura, para onde tú vais, não há... conhecimento” (Ec. 9:10, SBTB), deixando claro que é na sepultura que não há lembrança de nada. Ele afirmou também que os mortos não sabem o que se passa “debaixo do sol”. Em resumo, estes textos referem-se simplesmente ao homem nesta vida presente – eles nada dizem respeito a vida futura, após esta que vivemos” (Manual Popular de Dúvida, Enigmas e Contradições da Bíblia). Se pararmos pra pensar, veremos que será necessário que a memória do salvo permaneça no céu. Pra começar, ele precisa saber porque foi salvo, porque chegou lá. Depois ele será julgado e como disse Russel Shedd: “Já que haverá julgamento, teremos lembrança da vida na terra”. Isso é solidificado em 2Co 5:10 “Pois é necessário que todos nós sejamos manifestos perante o Tribunal de Cristo, para que cada um ganhe de acordo tiver feito por meio do corpo, seja bem, seja mal”. Observe que Paulo está dizendo que os salvos serão julgados de acordo com as obras que tiver feito por meio do corpo, aqui na terra. Para que isso aconteça é preciso que o indivíduo se lembre do que ele fez. Se assim não for, o salvo não saberia porque estava ganhando ou deixando de ganhar galardões. Seria como um demente ser condenado a trinta anos de prisão ou receber uma indenização por algum dano sofrido; isso não significaria nada para ele, como exemplificou um certo Pastor.
Em outras passagens, a Bíblia mostra de maneira mais nítida esse ponto. Em Mateus 17:3 entendemos que as almas estão conversando. Já em Apocalipse 6:9-10 encontramos o texto mais esclarecedor dessa discussão, quando diz: “Quando rompeu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho que sustentavam. Elas clamavam em alta voz: Até quando, ó Soberano, Santo e Verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Observamos aqui que os salvos estão em atividade e conscientes no céu, a ponto de pedirem vingança ao Senhor pelas mortes cruéis que tiveram.

Conservar a memória no céu é uma questão de identidade. Já pensou como seria o céu, se os seus habitantes – os salvos, não soubessem quem são, a sua história, e nem de onde vieram! Pareceria mais um lugar de desmemoriados, débeis mentais e “zumbis”. O Senhor, de maneira nenhuma, irá desprezar a nossa história terrena, a lembrança do nosso esforço para chegarmos lá, provocando um “apagão” na nossa memória. Dessa forma não valorizaríamos a conquista. Pelo contrário, Ele irá é nos recompensar pela renúncia e dedicação em prol do seu reino e da salvação (Lc 6:22-23).

Mediante essa verdade, surgem outros questionamentos: mas essa memória não nos fará sofrer? Como ficará alguém que sabe que seu ente querido não se salvou? E ainda, qual será a sensação de um salvo ao rever alguém que lhe fez um grande mal (por exemplo, matou alguém da família) e por se arrepender e aceitar a Jesus se salvou?

Para entendermos esse outro ângulo da questão, é necessário atentar para a perfeição da dimensão celeste. Lá na glória, a paz, a felicidade e o gozo envolverá o salvo de forma tão intensa e maravilhosa que ele não de afligirá com o que ficou para trás. Este processo que acontecerá é semelhante, porém muito superior e abrangente, ao que sucede ao homem quando experimenta o novo Nascimento. Ele esquece ”as coisas que para trás ficam” e prossegue “para as que estão adiante” (Fp 3:13). Ou seja, ele sabe quem foi, o que fez; mas como sabe que tudo aquilo foi perdoado por Deus e que não mais contribuirá para a conquista de sua salvação, ele, com ajuda do Espírito Santo, se liberta desse passado e põe sua visão no presente e no futuro. “No céu não haverá qualquer privação, sofrimento ou tristeza” (Bíblia de Estudo Pentecostal), isso porque “Deus enxugará toda lágrima” (Ap 7:17).
Conclusão:
O ser humano é a obra–prima das mãos de Deus. Ele o valorizou tanto, que quando o fez, colocou espírito e alma como parte imaterial na parte material – o corpo. E estes três elementos viverão na eternidade. O espírito e alma entram na esfera eterna após a morte física e o corpo depois da ressurreição. Assim, não faria sentido o Senhor desconsiderar a nossa memória e capacidade de reconhecer as pessoas, fazendo-nos esquecê-las, se a eternidade no céu depende da forma que vivemos aqui.

Escrito por Lucas Bezerra Leal

Estudante de Turismo e Teologia

sábado, 7 de junho de 2008

Ressurreição X Reencarnação

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores." (Mt 7.15).


Este artigo é minha resposta às argumentações de um espírita que tentou usar um texto fora do contexto pra formar um pretexto, veja uma parte do que ele me falou:

"Muitos dos ensinamentos de Jesus nada mais são do que os Ensinamentos judaicos. Jesus foi considerado até um Rabino pelos seus ensinamentos.Vou dar exemplo pequeno de uma passagem que pode exigir um grande estudo. Mas pelo menos uma parte posso dizer. Os apostulos perguntaram a Jesus o por que do homem ter nascido cego, que pecado ele tinha cometido para nascer cego. Aqui, a pergunta dos apostulos é clara sobre vidas passadas, pois não se faria uma pergunta dessas se o conceito "Transmigração da alma" ensinada no Judaismo não existisse. " O que havia feito para ter nascido cego" é logico que só poderia ser em outra vida. "

Agora veja como eu lhe respondi:

Caro amigo,

Suas argumentações são boas e convenceriam um leigo nas Escrituras, porém estão desprovidas da algo muito importante, apoio das Escrituras como um todo. Se você analisar a Bíblia dessa forma, vai entrar em heresia, quer um exemplo? Então veja isso: "E se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e a vossa fé" (1 Co 15.13,14), se interpretarmos esse versículo de qualquer forma, sem analisarmos o contexto, entenderemos que não há ressurreição de mortos já que Cristo não ressuscitou. Veja, este é o assunto da nossa discussão, veja também que aqui a ressurreição bíblica e adotada pelo cristianismo primitivo é comparada à de Cristo, logo assim como Cristo ressuscitou, também nós, os salvos, ressuscitaremos incorruptíveis para a vida eterna e os ímpios num corpo imundo para a perdição eterna (Dn 12.2; Jo 14.1-3; 1 Ts 4.13-18; Ap 20.11-15). É importante salientar que os apóstolos criam, a com razão, que a ressurreição não havia ainda ocorrido (2 Tm 2.18), muito embora alguns já tivessem experimentado a ressurreição (2 Rs 13.21; Mt 9.18, Mt 27.50-54; 19,23-25; Lc 7.11-15; Jo 11.1-44), tabém é importante saber que Jesus ainda ressuscita mortos segundo a sua vontade, relatos de cristãos no decorrer da história da igreja nos revelam isso, porém a ressurreição plena se dará no dia determinado pelo Senhor, tanto a dos justos quanto a dos injustos. Você diz que a Bíblia dá indícios de que os judeus crêem na reencarnação e a chamam de ressurreição, isso é acrescentar à Palavra de Deus o que não está escrito, e mais, não se esqueça que a fé cristã está firmada não no que os judeus crêem, mas sim no que Jesus ensinou (1 Co 3.11) e veja que resposta Cristo dá à pergunta feita pelos apóstolos sobre o cego de nascença que você citou: "Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais, mas foi assim para que se manifestassem as obras de Deus" (Jo 9.3), ora, se Cristo disse que aquele homem tinha nascido cego, não porque pecou, nem porque seus pais pecaram, então por que os espíritas ensinam que as mazelas do homem são decorrentes das obras más que ele cometeu no passado, em outra vida? Eu prefiro ficar com Jesus, os apóstolos não tinham uma compreensão completa sobre a verdade e por isso tiveram de ser instruídos pelo Senhor. Recomendo que você leia com atenção os textos seguintes: (1 Co 15 e 1 Ts 4) que são trechos das Escrituras que falam de ressurreição e a deixam claro que ela não é a mesma coisa que a reencarnação ensinada pelos espíritas. Deixo um versículo final: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema"(Gl 1.8).

Analisando esta discussão, com quem você ficaria? Com o pensamento limitado e errôneo do homem ou com a Escrituras Sagradas que falam por si mesmas?

Apologeticamente,

Clébio Lima de Freitas.

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