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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quatro características de Moisés reveladas em suas orações

"Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui."
Êxodo 33:15 

Resultado de imagem para moises fala com deusEste é um fragmento de um dos muitos diálogos de Moisés com o Senhor Deus. Quando li este texto fui levado a refletir sobre nossas atitudes como servos de Deus. Moisés, a grande figura bíblica depois de Cristo pede a Deus que vá com o seu povo, e se não for assim, que não sejam levados a lutar sozinhos. Este texto nos mostra atitudes próprias de um servo de Deus. É bem provável que teríamos uma igreja muito mais triunfante sobre esta terra se tivéssemos mais servos de Deus com essa atitude. Senão vejamos:

1 – Moisés é sincero diante de Deus

Temos sido sinceros diante de nosso Deus? Moisés demonstra estar ciente da grande missão que Deus lhe deu e é sincero em relação a isso. Deus sabe de todas as coisas. Não adianta se fazer de forte diante de Deus. O que devemos ter em mente é que quanto mais despojados de nós mesmos formos diante de Deus, mais estaremos próximos de vermos o agir de Deus nas nossas vidas. Moisés não se fez de forte, ele explicitou a Deus sua pequenez, sua fraqueza como homem e pediu humildemente que Deus estivesse sempre com ele. Veja o que Deus nos diz em Filipenses 4.6:

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

2 – Moisés confia no poder de Deus

Estamos usando as armas corretas? Moisés tinha um modesto exército a sua disposição. Não eram os hebreus a nação mais forte belicamente daquela época, porém o fato de terem fugido do Egito certamente causou um grande temor nas nações ao redor. Mesmo assim Moisés não pôs a sua confiança em si próprio ou na força dos hebreus, mas apenas em Deus.c Temos confiado no poder soberano de Deus, ou temos tentado lutar com nosso próprio braço? Em se tratando das coisas espirituais, temos que usar as armas espirituais que Deus nos deu. Foi o poder de Deus que fez e faz diferença na história daquele povo. A nós, igreja do Senhor, ele nos deixou este texto maravilhoso:

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:11-13)

3 – Moisés confia somente em Deus

Temos confiado somente em Deus? Veja o que ele diz a Deus: “Se tu mesmo não fores conosco...”. Moisés não queria somente hostes angelicais, queria o próprio Deus agindo naquele negócio. Deus assim fez, como nuvem de dia e como fogo à noite acompanhou seu povo. Temos despojado do meio de nós os ídolos? Temos despojado de nossas vidas a confiança em terceiros, como se a graça de Deus não fosse suficiente? Moisés confiou somente em Deus para a realização daquela grande obra. Devemos estar cientes de que Deus nos é suficiente. Não precisamos de outro salvador além de Cristo. Não precisamos de outra revelação além da Bíblia Sagrada. Não precisamos de outra bênção Além da salvação em Cristo Jesus!

4 – Moisés não queria dar um só passo sem que Deus estivesse consigo

O que nós como igreja do Senhor precisamos entender é que fomos chamados para uma obra excelente e honrosa. Não somos uma mera corrente filosófica. Não somos um mero movimento social. Não precisamos confiar no nosso raciocínio lógico nem na ciência ou na política para termos sucesso como servos de Deus. Imbuídos da consciência de que essa obra é espiritual e transcende aos ditames desta terra, não nos tornaremos meros defensores de valores morais, seremos antes representantes, mensageiros de Deus e ele se manifestará em nossas vidas. Não queira ser apenas um grande orador, queira ser antes um pequeno e humilde servo de Deus. Com esta característica incomum, um discurso desajeitado pode fazer muito mais efeito, quanto mais um discurso eloqüente acompanhado de característica tão rara. Um conhecimento amplo e aprofundado das Escrituras e da Teologia pode ser muito marcante na vida de um ministro do Evangelho, outrora se ele não for um homem de oração, toda essa carga poderá lhe afundar em um mar de egoísmo e incredulidade. Queria Deus em cada passo dado em seu ministério e você verá uma nação de escravos ser liberta para servir a Deus! Sejamos éticos, humildes, verdadeiros, honestos, amorosos, defensores da verdade e da justiça e não seremos confundidos pelas mentiras do inimigo.

A Deus somente a Glória!


Clébio Lima de Freitas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Uma Resposta Sincera aos Calvinistas de Plantão

Caros calvinistas de plantão,

Pelo que entendo de suas explicações e referências bíblicas citadas, Deus criou os ímpios para a perdição. Por exemplo, Pv 16:4 e Rm 9:13. Porém entendo que o "fazer um vaso para a ira e outro para a misericórdia" tem a ver com a intervenção dEle. Ele endurece (não intervêm no) o coração de quem quiser e tem misericórdia de quem quiser. O fato de eu ter que buscar a Deus para ser salvo não desabona o fato de Deus ter me chamado, escolhido, já que se eu o desejasse sem que ele tivesse misericórdia de mim, de nada adiantaria, foi preciso que ele me reconciliasse consigo. O vocábulo "todos" em qualquer versículo bíblico deve ser levado em consideração assim como qualquer outro. A Palavra de Deus afirma em Rm 5:18:

"Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens."

Observando o contexto remoto, podemos concluir que para ser salvo é preciso crer em Cristo e é por isso nem todos são salvos, já que a fé é dada por Deus, lógico, assim como poder para vencer o pecado.

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15:5).

Só podemos crer, pela Bíblia, que Deus derrama a sua graça sobre todos, mas nem todos correspondem à graça de Deus, antes muitos resistem ao Espírito Santo.

"Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração." (Jeremias 29:13);

"Não apaguem o Espírito." (1 Tessalonicenses 5:19);

"Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé." (2 Timóteo 3:8).

Penso assim por muitas razões, a primeira é que, apesar de os versículos usados pelos calvinistas serem bem tendenciosos à predestinação fatalista, observando a Bíblia em sua totalidade, vejo um Deus que não deseja a morte do ímpio, antes, que ele se arrependa e viva (Ezequiel 18:23);

Vejo um Deus todo-poderoso, logo, se ele quer que o ímpio se arrependa e viva, nada o impediria, a não ser, sua própria decisão de não intervir na vida de quem o resistir. Assim, ele continua soberano, não infringindo suas próprias regras. A prova de que Deus partilha de sua graça com todos é o fato de todos terem traços da natureza de Deus, de forma "ofuscada", é claro, bem como o senso comum de justiça e bondade, que é universal.;

Vejo um Deus que não faz acepção de pessoas:

"Pois em Deus não há parcialidade." (Romanos 2:11);

"Não serei parcial com ninguém, e a ninguém bajularei," (Jó 32:21);

"Então Pedro começou a falar: Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade," (Atos 10:34).

Um fato interessante da teologia de vocês, é que vocês entendem que a prova de que o calvinismo está mais próximo da verdade que o arminianismo (não sou um nem outro), é que os arminianos são todos "um bando de corruptos e desobedientes, que não nasceram de novo". Ledo engano, já que todos os homens e mulheres santos, e conhecedores da graça salvadora de Deus que eu conheço pessoalmente são pentecostais, por tabela, mais arminianos que calvinistas. Na verdade, apesar de crer que há muitos salvos calvinistas, no meu universo de amizades cristãs, todos os cristãos exemplares fogem de se identificar como arminianos ou calvinistas, pois consideram essas duas teorias boas, porém minimamente detentoras da Verdade de Deus, são para eles, 0,00001% do que a Bíblia Sagrada tem a oferecer. (o número foi só pra ilustrar).

Concluindo e tendo ciência de que prestarei contas a Deus de tudo quanto afirmo, o deus calvinista é déspota, o deus arminiano é um banana e o Deus da Bíblia é Deus.

Informo que neste texto há muito pouco dos argumentos válidos contra a predestinação fatalista. Aceito comentários construtivos e respeitosos.

Cordialmente,

Clébio Lima de Freitas

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Ênfase da Pregação Pentecostal (Parte 2)

Como já mencionado na primeira parte deste artigo, muitos reformados afirmam que a ênfase nos dons espirituais dada pelos pentecostais em suas pregações gera cristãos imaturos. É uma tese interessante e que pode gerar no ouvinte incauto a ideia errônea de que, de fato, os pentecostais são imaturos por que não dão ênfase ao novo nascimento, mas à experiência extática do falar em outras línguas. Levantei então uma nova tese, a de que a imaturidade pentecostal se dá pelo fato de as igrejas pentecostais crescerem muito e assim sempre terem em seus quadros pessoas imaturas, assim como pessoas maduras, que aprenderam a serem cristãos maduros com o tempo e através do estudo da Palavra e do agir do Espírito Santo. Minha missão é, nesta e nas próximas postagens, tentar provar minha tese sem desprezar a dos meus irmãos reformados, já que admiti que isso aconteça, e é um desvio doutrinário sério, mas não é a razão principal da tão alardeada e criticada “imaturidade pentecostal”. Seguem então abaixo meus argumentos:

1 - A ênfase da Pregação Pentecostal é a salvação em Cristo.

Isso mesmo, a ênfase da pregação pentecostal não é o revestimento pentecostal em si, mas a salvação em Cristo, de fato, pelas próprias Escrituras, o revestimento de poder do alto vem para capacitar o cristão a anunciar o Evangelho. Veja o que está escrito em Atos 1.8:

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra".

De fato, pelas Escrituras, entendemos que o batismo com o Espírito Santo dá ao cristão autoridade e capacidade para anunciar o Evangelho. Logo, tudo gira em torno do Evangelho. Veja outro texto enfático sobre isso:

E lhes disse: "Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas. Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto". (Lucas 24:46-49)

Em Atos, no dia de pentecostes, a promessa se cumpre e veja o que Pedro afirma:

Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar". (Atos 2:38,39)

Percebeu que a promessa do revestimento de poder tem como finalidade a pregação do Evangelho? Percebeu também que ela vale para todo cristão?

Quando eu conheci a Cristo, numa igreja pentecostal, não fui apresentado ao evangelho das línguas estranhas ou da profecia pós-escritura, fui apresentado ao Evangelho de Cristo, à salvação em Cristo pela graça mediante a fé. Posteriormente fui apresentado à doutrina dos dons espirituais e convidado a buscá-los para anunciar o Evangelho com poder. Depois de algum tempo, o experimentei, e é claro que algumas lições tiveram de ser aprendidas em relação aos dons, tive de sujeitar minhas experiências à Palavra e isso não é fácil. Tive como auxílio irmãos que puderam me orientar, e a própria teologia pentecostal. Sei que muitas igrejas supervalorizam os dons espirituais, como se o fim do Evangelho fosse o falar em línguas estranhas, mas esse é um desvio da própria doutrina pentecostal e que deve ser combatido nas igrejas carismáticas como um todo. Como vemos, apesar de esse desvio doutrinário existir em muitas igrejas pentecostais, o pentecostalismo histórico resiste, tanto que pude alcança-lo.

Nas próximas postagens me aprofundarei mais na questão da “imaturidade pentecostal”.


Paz do Senhor Jesus!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Ênfase da Pregação Pentecostal (Parte 1)

Em discussão sobre a atualidade dos dons do Espírito com alguns irmãos reformados, o que mais se ouve dos muitos comentários contrários ao Pentecostalismo é a tal “ênfase nos dons”, que estaria afundando o pentecostalismo. Creio eu que querem dizer com isso que o novo convertido pentecostal não é levado a buscar, em primeiro lugar, a transformação de caráter, antes os dons e assim a transformação de caráter fica prejudicada. É bem verdade que há no meio pentecostal muitos crentes e também obreiros meninos na fé, mas fico a me perguntar se o motivo é exatamente esse.

Há pelo menos três motivos para um cristão não crescer espiritualmente falando: falta da Palavra pregada no púlpito (Jo 15.3); falta de vida devocional através da oração, reflexão e jejum no seu lar (Gl 5.16); falta do exercício da fé através da evangelização e atuação ministerial (2 Tm 2.3-6). Resumidamente, se a igreja não proporciona ao crente o estudo da Palavra de uma forma minimamente profunda e abrangente, ou se o cristão não mantém uma vida de comunhão com Deus, ou, se fazendo essas duas primeiras, não leva à sua vida cotidiana o que aprendeu, esse cristão não crescerá espiritualmente, será eternamente um menino na fé ou o seu crescimento se dará muito lentamente.

Sei que há uma distorção no meio pentecostal que leva muitos a cometerem esse grave erro de supervalorizarem os dons em detrimento da regeneração, em detrimento de se tornarem a cada dia mais parecidos com Cristo no caráter. Os cristãos de Corinto cometeram esse erro e Deus nos deu, por causa disso, a 1ª Carta aos Coríntios de presente através do ministério de Paulo. A ênfase da pregação Cristã deve ser esta: que Cristo se sacrificou por nós, para perdoar nossos pecados e nos regenerar, pois estávamos, e muitos estão, mortos em seus delitos e pecados (Jo 3.16; Ef 2.1). Diante disso, gostaria de levantar outra hipótese quanto à falta de maturidade dos pentecostais, não deixando de levar em consideração a dos meus irmãos reformados. Será que essa meninice não tem a ver, em grande escala, com o fato de as igrejas pentecostais crescerem muito, tendo em seus quadros sempre pessoas imaturas que estão crescendo e aos poucos deixando de lado essa imaturidade ao longo do tempo? Assim o pentecostalismo sempre terá meninos na fé fazendo meninices e também crentes maduros, que se opõe a essas meninices. Será que essa hipótese tem fundamento? Ou será que é mera especulação deste blogueiro para fugir do debate sobre os famigerados “problemas ocasionados pelo entendimento de que os dons são atuais”?

Fique atento ao blog Chama Pentecostal, pois tentarei responder esse questionamento em minhas próximas postagens.

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas

sábado, 11 de janeiro de 2014

O Poder de Arrepender-se


Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galiléia; E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 4:12-17)

1 - O que é arrependimento?

Segundo o dicionário Priberam, um dos significados de arrependimento é mudar de intenção ou de ideia. Também traz a ideia de contrição, estar insatisfeito com algo, ter pesar de algo, que é o conceito mais usual do termo. O conceito secular do termo não está errado, quando nos arrependemos de algo, antes sentimos contrição, pesar, muitas vezes remorso, vergonha mesmo de termos praticado algo, porém Deus não está pensando em um sentimento quando nos manda nos arrependermos, Ele quer que mudemos de direção, que voltemos atrás, ou que voltemos ao caminho certo antes percorrido. Fazendo uma busca simples em uma Bíblia digital, pude contar mais de 20000 menções a este termo ou a similares, o que nos mostra o quanto há necessidade de arrependimento.

2 – O arrependimento bíblico é impossível fora de Cristo.

Como já havia dito antes, o termo arrependimento em sua acepção secular é um tanto diferente da acepção original da palavra. Deus quer que o homem natural, morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1), arrependa-se de seu caminho e se volte para o Único Caminho (Jo 14:6). Aos homens, piedosos ou não, foi dada a consciência, assim todos sabem, em certo nível, o que é certo e errado, é por isso que existe a concepção de remorso ou pesar por algo de errado que fizemos. O homem sabe quando erra e tem consciência do que é justo e injusto, porém continua pecando porque não possui forças para vencer a força do pecado em sua vida (Rm 7). Na primeira parte do texto base, está escrito que “O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou” (v 16). O Evangelho, as boas novas, tem esse nome porque trouxe aos homens a possibilidade de mudança, de arrependimento verdadeiro, de deixar de lado o caminho mal e fazer a vontade de Deus, “aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou”. No versículo seguinte está escrito “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (v 17), Deus está nos dizendo que desde então podemos nos arrepender de nossos pecados e mudarmos de direção porque é chegado o reino dos Céus, “Cristo em vós, esperança da Glória” (Cl 1.27). O que era impossível aos homens, é possível a Deus (Mt 19:26).

3 - O poder de arrepender-nos é um sinal de Cristo em nossas vidas.

Muitos dizem que são de Cristo, mas não são. Cristo disse “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.(Mt 7:21) Essa mensagem parece dura, mas é verdade. Porém, como já foi dito antes, é impossível ao homem viver em santidade sem a cruz de Cristo, assim também é verdade que quem tem a Cruz de Cristo, vive em santidade diante de Deus e isso é possível pelo Espírito de Deus que ele derramou sobre sua igreja (At 1:8) e que habita em cada servo dele (Jo 14:23; Ef 2:22; Rm 8:9). O Evangelho tem poder de libertar todo aquele que crer (Rm 1:16). Todo o que crer no Evangelho de Cristo se arrependerá, será transformado e essa transformação é um sinal de que Deus vive nele através do seu Espírito que foi prometido por Cristo (Jo 14:16).

Conclusão

Deus quer que nos arrependamos, o arrependimento não é mero sentimento de pesar por algo errado que fizemos, mas o ato de voltarmos atrás, mudarmos de atitude. O arrependimento verdadeiro só é possível em Cristo e a transformação verdadeira é um sinal, uma prova de que Deus habita em nós e nos dá poder para vencer o pecado.


Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Rm 8.1-4)

domingo, 9 de setembro de 2012

O Burro e os Doutores


Amados,

Depois de um bom tempo sem postar, recebi um texto interessante do irmão Jaime Dias da Silva, de Curitiba, PR. É um texto engraçado e desafiador, pois fala do contraste entre a sabedoria de Deus e a sabedoria humana. Os erros grosseiros cometidos por homens que se julgam doutores e agem como leigos, por o serem, no campo espiritual. Não é um texto contra a Teologia, mas contra o mal uso desta. Vale salientar que não estou abonando todas as tendências teológicas do amado irmão, mas o respeito e o texto, certamente, é edificante. Boa leitura. 

O Burro e os Doutores


“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu AS COISAS VIS deste mundo, E AS DESPREZÍVEIS, e AS QUE NÃO SÃO, para aniquilar as que são.” I Co. 1:27-28.

Bom estudo, Deus te abençoe em Graça e em conhecimento.

A Bíblia nos apresenta um grande contraste entre O BURRO E OS DOUTORES RELIGIOSOS (nem todos), mostrando quem é o mais sábio e quem é o mais burro.

NO ANTIGO TESTAMENTO, UMA JUMENTA MOSTROU-SE QUATRO VEZES MAIS SÁBIA QUE O PROFETA BALAÃO. Nm. 22 a seg.

1). A jumenta teve “VISÃO ESPIRITUAL” para enxergar três vezes o perigo antes do profeta. Nm. 22:33.
Já Balaão, na sua “visão carnal” agiu como um verdadeiro animal irracional, espancando a jumenta três vezes. Nm. 22:28.

2). A jumenta mostrou “FIDELIDADE” ao seu dono, deitando-se debaixo dele para protegê-lo da espada do Anjo do Senhor. Nm. 22:27. Já Balaão, mostrou-se “infiel” aos longos serviços da sua cavalgadura. Além de espancar a jumenta por três vezes, teria a matado se tivesse uma espada na mão. Nm. 22:28-30.

3). A jumenta mostrou-se “DIGNA”, por Deus usar a sua boca, para falar ao profeta. Nm. 22:28. Já Balaão, mostrou-se “indigno”, mesmo profetizando a Balaque o rei dos moabitas, seu coração estava no ouro e na prata do rei, atraindo a ira de Deus para si. Nm. 22:21-22.

4). A jumenta na sua “SABEDORIA” teria escapado com “VIDA”. Já Balaão, na sua “irracionalidade” teria “morrido” nela. Nm. 22:33.

NO NOVO TESTAMENTO UM JUMENTINHO MOSTROU-SE CINCO VEZES MAIS SÁBIO QUE OS DOUTORES DA RELIGIÃO. Lc. 19:1-41

1). O jumentinho vivia “PRESO” no pasto, esperando o chamado do Senhor. “E disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis PRESO UM JUMENTINHO...” Mc. 11:2.

Já os doutores da lei, viviam e vivem “ASSENTADOS” na cadeira de Moisés, esperando fazer discípulos, para a sua religião. “...Na cadeira de Moisés estão ASSENTADOS OS ESCRIBAS E FARISEUS. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam.” Mt. 23:2-3

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra PARA FAZER UM PROSÉLITO; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais que vós.” Mt. 23:15.

2). O jumentinho, sem nunca ter sido domado aceitou com humildade a monta de Jesus. “Dizendo: Ide a aldeia que está defronte, e ai, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que NENHUM HOMEM AINDA SE ASSENTOU; soltai-o e trazei-o.” Lc. 19:30

Já os doutores religiosos, que deveriam ser conhecedores de Deus, na sua soberba recusaram e recusam até hoje, O JUGO DE JESUS. “Veio para o que era seu, E OS SEUS NÃO O RECEBERAM”. Jo. 1:11

3). O Jumentinho foi “ÚTIL” para a obra de Deus, servindo de cavalgadura para o Senhor. “E trouxeram-no a Jesus: E, lançando sobre o jumentinho os seus vestidos, PUSERAM JESUS EM CIMA.” Lc. 19:35.

Já os doutores da lei, foram “inúteis” servindo e servem até hoje, de “pedra de tropeço” para o Evangelho do Filho de Deus. “Então alguns DOS FARISEUS diziam: Este homem não é de Deus; POIS NÃO GUARDA O SÁBADO...” Jo. 9:16.

4). O jumentinho trouxe Jesus para dentro de Jerusalém, contribuindo com sua glória. 

“E quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto.” Lc. 19:37

Já os doutores religiosos expulsaram Jesus de Jerusalém, fazendo-o carregar uma cruz, contribuindo para sua vergonha. “Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos, E DOS PRINCIPAIS DOS SACERDOTES, redobravam”. Lc. 23:23

“E levando ele às costas a sua cruz, SAIU para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota. Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.” Jo. 19:17-18

5). O jumentinho ou qualquer que FIZER ALGUMA OBRA em prol do Reino de Deus, de modo algum perderá o seu galardão. “E qualquer que tiver dado SÓ QUE SEJA UM COPO D’ÁGUA FRIA a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que DE MODO ALGUM PERDERÁ O SEU GALARDÃO.” Mt. 10:42

Por sua vez, os doutores da religião de todas as gerações, que torcem a Palavra de Deus para satisfazer suas ideologias e deleites próprios, também receberão seu galardão: O DA INJUSTIÇA. (II Pe. 2:13). “Serpentes, raça de víboras! COMO ESCAPAREIS DA CONDENAÇÃO DO INFERNO? Mt. 23:33

MORAL DA HISTÓRIA
Um burro com Jesus é mais sábio que um doutor religioso. Um doutor religioso sem Jesus, torna-se um verdadeiro burro. Disse o Senhor Jesus: “...PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER.” Jo. 15:5b.

Jaime e Júlio – Curitiba Pr.

http://estudosbiblicosjj.blogspot.com

sábado, 12 de setembro de 2009

Qual o verdadeiro sentido de Cantares de Salomão?


A Paz do Senhor Jesus a todos vocês! Após um bom tempo sem postar, trago mais uma resposta para o quadro Você Pergunta, A Bíblia Responde. O irmão Kelson fez esta pergunta através do Orkut.

Não é fácil responder esta pergunta porque ela vem quase sempre de uma grande confusão na mente de quem pergunta provocada por opiniões divergentes de líderes muitas vezes respeitados e influentes. Quero deixar bem claro que não é errado haver divergência de opiniões de líderes evangélicos sobre temas secundários, isso muitas vezes é sadio, afinal, nós temos liberdade para pensar e dar nossa opinião; isto foi conquistado pela reforma e não nos pode ser tirado.

Historicamente o livro em apreço sempre foi interpretado de uma forma espiritual e elegórica. Os comentaristas geralmente falam deste livro como sendo a revelação do amor de Deus para com Israel e consequentemente do amor de Jesus pela Igreja. Muitos versículos são usados para defender esta interpretação: (Ez 16; Ef 5.25; Ap 22.17) entre outros ¹. Na verdade, não podemos desprezar a verdade de que o amor de Cristo pela igreja foi simbolizado pelo amor que o marido deve ter por sua esposa (Ef 5.25), de que da mesma forma o amor de Jeová por Israel foi simbolizado (Ez 16), e de que nós somos a noiva de Cristo (Ap 22.17). Porém no Novo Testamento não há qualquer referência ao livro de Cantares para justificar esta interpretação, apesar de entender que ela é válida desde que o propósito principal do livro não seja desprezado.

O propósito do livro de Cantares de Salomão:

Segundo Donald Stamps, comentarista da Bíblia de estudo Pentecostal, o tema do livro de Cantares é o amor conjugal. Ele foi escrito aproximadamente em 960 a.C. por Salomão. O título pode ser traduzido literalmente por “Cântico dos Cânticos” que significa o Maior Cântico. Esse livro faz parte dos livros considerados “Escritos Sagrados” dos judeus e era lido sempre na festa da Páscoa. Abaixo segue parte do comentário de Donald Stamps:

“Este livro foi inspirado pelo Espírito Santo e inserido nas Escrituras para ressaltar a origem divina da alegria e dignidade do amor humano no casamento. O livro de Gênesis revela que a sexualidade humana e o casamento já existiam antes da queda de Adão e Eva no pecado (Gn 2.18-25). Embora o pecado tenha maculado essa área importante da experiência humana, Deus quer que saibamos que a dita área da vida pode ser pura, sadia e nobre [...] ².”

O Pastor Elinaldo Renovato também afirma:

A ordem de crescer e multiplicar não foi dada a solteiros, mas a casados. Gn 1.27,28. - Deus não quis que o homem vivesse só. Gn 2.18,24; Sl 68.6;113.9. - Deus exorta o homem a desfrutar o sexo com a esposa e não com a namorada ou a noiva; Em Cantares de Salomão, tem-se a exaltação do amor conjugal e não entre solteiros. Ct 4.1-12; Ef 5.22-25. ³

O que podemos ver atualmente é o desprezo por este livro em sua mensagem central que é ressaltar sobre a atividade sexual em sua forma lícita de prática. Logo, este livro pode ser utilizado para falar mais abertamente sobre o que é lícito ou não em relação ao sexo, pois suas revelações nesta área são muitas, apesar da difícil assimilação por causa dos símbolos utilizados no livro. Por exemplo, o “jardim fechado” citado no cap. 4 e v. 12 é visto como uma referência à virgindade da noiva, podendo ser usada para defender a pureza sexual de nossos jovens antes do casamento. São muitas as contribuições deste livro para a igreja e o apelo é para que olhemos para ele com mais cuidado e para que aproveitemos tudo o que nos pode oferecer, afinal, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,” (2 Tm 3.16).

Referências:

[1] Manoel Antônio de Andrade Barbosa. Cântico Dos Cânticos (comentário Geral). Acessado em 10 de setembro de 2009. Endereço em: <http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_688.html>.

[2] Donald C. Stamps. Bíblia de Estudo Pentecostal. Introdução ao livro de Cantares de Salomão.

[3] Pr. Elinaldo Renovato de Lima. A Importância da Sexualidade no Casamento. Acessado em 10 de setembro de 2009. Endereço em: < http://www.iadgpuava.com.br/estudos/familia/1.htm>.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como vencer as tentações:

Analisando o público que acessa esse blog, posso dizer com certeza que grande parcela do mesmo é formada por jovens como eu. Isso implica em uma responsabilidade muito maior em escrever, pois a maioria dos jovens ainda não tem uma opinião última para muitos assuntos complicados concernentes às Escrituras. Pensando nisso resolvi falar de um assunto mais trivial e que certamente interessará a muitos jovens, “Como vencer as tentações”!

Introdução:

Quando se fala em tentação deve ficar bem claro que só é tentado quem tem compromisso a não fazer algo por alguma razão. No nosso caso, somos tentados a pecar e nos esforçamos para não fazê-lo, pois sabemos que o pecado é rebelião contra o nosso Deus e certamente seremos separados de sua comunhão se nos entregarmos a ele deliberadamente (Is 59.1,2). A tentação pode ser proveniente tanto de nós mesmos (Tg 1.13-15) como do Diabo (Lc 22.31) e não sobrevém a nós acima do que possamos suportar (1 Co 10.13), neste versículo vemos também que Deus não nos pode tentar, porém ele pode permitir tal coisa, mas ao mesmo tempo nos dá o escape, pois ele conhece nossa estrutura e lembra que somos pó (Sl 103.14). Bom, agora sabemos o que é tentação, quem nos tenta e porque somos tentados, mas fica uma pergunta: “Como vencer as tentações?!”. A Bíblia, sendo um livro perfeito no que diz respeito ao conhecimento necessário à nossa salvação, nos revela como podemos realizar essa façanha.

1 – Tendo compromisso com Deus :

“E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.” (Gn 39.10-12).

Neste trecho das Escrituras vemos o compromisso de um jovem com Deus, seu nome era José, Filho de Jacó. Ao ser tentado a deitar-se com a mulher de seu senhor ele fugiu, isso porque tinha compromisso, não com seus desejos íntimos e carnais, mas com o seu Deus que é santo e quer que sejamos santos como ele é (1 Pe 1.15,16).Que nós venhamos a fugir do pecado quando ele bater a nossa porta com seus apelos, muitas vezes irresistíveis. Não nos esqueçamos que com a tentação virá também o escape (1 Co 10.13)! Outros versículos que nos ensinam a fugir do pecado são estes: 1 Co 6.18; 10.14; 1 Tm 6.11.

2 – Resistindo o Diabo:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7).

Se por um lado, como já disse, somos tentados por nossa próprias paixões, outro agente é Satanás, porém, se a Bíblia nos adverte a fugirmos do pecado, por outro lado, ela nos manda resistirmos ao Diabo! Para isso precisaremos conhecer a Palavra de Deus que nos ajudará a resití-lo (Mt 4.4,7,10), nestes versículos vemos que Jesus, no deserto, venceu a tentação dizendo: “Está escrito!”.

3 – Vigiando e orando:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41).

Não há outro meio de vencê-lo, se no s falta forças, oremos, cantemos ao Senhor, façamos a sua obra e meditemos na sua Palavra, pois fazendo assim estaremos ocupando a nossa vida com aquilo que edifica (Gl 3.2; Fp 4.8), muitas vezes caímos no engodo de Satanás porque ocupamos a nossa mente com aquilo que não edifica, porém, é orando e vigiando que estaremos alerta para não cairmos nas ciladas preparadas para nós.

4 – Andando no Espírito:

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16).

O Espírito Santo de Deus tem um papel importantíssimo no nosso viver diário. Ele habita em nosso corpo, o que nos faz entender que ele não se importa somente com o nosso coração, no sentido bíblico da palavra, mas com a totalidade do nosso ser, espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23). O Espírito Santo nos transmite a sua santidade no sentido prático, essa santificação ocorre em nós paulatinamente e nos leva dia-a-diaem direção à santidade de Cristo que um dia nós alcançaremos (1 Ts 3.2), por isso andemos na direção do Espírito e ele nos capacitará a vencermos as tentações!

Conclusão:

Quero finalizar com um trecho muito edificante das escrituras: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (2 Pe 2.9). Jesus nos promete livrar-nos do dia da tentação que há de vir para tentar os que habitam na terra (Ap 3.10), portanto, se está difícil resistir a tudo isso, tenhamos esperança em Deus que um dianos levará para estarmos para sempre com Ele e este corpo corruptível já terá sido mudado num corpo incorruptível de glória no céu onde as aflições terão seu fim, se sofremos por Cristo ele nos recompensará (1 Pe 4.12-19)!
Por Clébio Lima de Freitas.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 4)

Equilíbrio no uso dos dons:

Pela graça de Deus tenho mais uma vez a oportunidade de escrever. Quero pedir a todos desculpas por tanto tempo sem postar neste blog por estar muito atarefado no trabalho. Dessa vez quero falar sobre a necessidade de equilíbrio no uso dos dons do Espírito, como prometi. Para tanto, quero primeiramente falar sobre alguns pontos importantes sobre a natureza dos dons do Espírito.

1 – Eles são “dons”:

Os dons espirituais são dados (1 Co 12.7) por Deus a nós para a edificação da igreja (1 Co 14.1-5) e para que Deus se manifeste em nosso meio de forma explícita e incontestável, de maneira que os incrédulos sejam convencidos de que Deus está entre nós (1 Co 14.24,25). Portanto, não achemos nós que somos alguma coisa por termos recebido de Deus algum dom, afinal, Deus nos concede tudo pela sua graça, ou seja, pelo seu favor, mesmo que não mereçamos. Como afirma o Pr. Silas Malafaia em sua mensagem intitulada “O Reino de Deus”, “A manifestação dos dons do Espírito não é a prova de que Deus tem aprovado todos os nossos atos, mas é a manifestação da misericórdia de Deus para conosco”. Não esqueçamos que a igreja a qual não lhe faltava um só dom nos dias de Paulo, foi também uma das igrejas mais problemáticas (1 Co 1.7).

2 – Eles são para hoje:

Me admira que dois mil anos depois de Cristo ter provado que as Escrituras não falham, pois são a Palavra de Deus, ainda existam desafiadores da Bíblia que afirmam, contra ela própria, que os dons cessaram. Para eles é aceitável que Satanás levante suas súditos milagreiros com todos os sinais que eles têm direito, mas para estes mesmos, é irracional que Deus conceda dons para seus ministros pelo seu poder e graça de forma que Ele se manifeste. Ou seja, para eles, os filhos do Diabo podem ter dons, mas os de Deus não! Aconselho aos tais que humildemente olhemos para a Bíblia despojados de nossa própria sabedoria para que a sabedoria de Deus seja manifesta, e pergunto aos tais, onde há na Bíblia um só versículo que nos diga que os dons do Espírito cessaram?! Enquanto eles pensam quero mostrar dezenas de versículos que provam que eles são reais e que estão disponíveis hoje para todos os que crêem que Deus ainda fala e faz milagres (Mc 16.15-18; At 2.39; 6.8; 11.27,28; 14.3;15.32; 21.9-12; Rm 1.11; 12.8; 15.19; 1 Co 1.7; 12.1 – 14.40; Gl 3.5; Ef 4.7-12; 1 Tm 4.14), estes são alguns dos muitos versículos que provam que os dons do Espírito não cessaram e quero por em destaque At 2.39: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.”, essa é a última pá de terra na cova do cessacionismo. Quero, no entanto, dizer aos meus irmãos tradicionais, que apesar de não concordar com sua visão cessacionista, os respeito e estimo, pois somos irmãos em Cristo. Não há lugar no cristianismo para desavenças, por isso, vençamos este demônio chamado intriga que permeia o meio evangélico brasileiro, afinal, o reino de Deus é um só e na Glória estaremos todos unidos sem placa de denominação ou corrente teológico-filosófica. Bom, já falei muito sobre os dons, quero me ater a essência deste artigo, o equilíbrio.
Vencendo os exageros:

Assim como existem pessoas que não crêem nos dons espirituais, também existem aqueles que os colocam num patamar tão elevado na igreja que desprezam o ensinamento da Palavra de Deus e há os que em vez de sujeitarem suas experiências à revelação trazida pela Bíblia, pelo contrário, sujeitam a interpretação da Bíblia às suas experiências. No entanto, a única fonte segura de conhecimento acerca dos dons do Espírito é a Palavra de Deus e devem, nossas experiências sobrenaturais, passarem pelo crivo das Escrituras para sabermos se vêm, ou não, de Deus. O fanatismo com relação aos dons certamente levará alguns a perder sua fé nas manifestações pentecostais, uma profecia que não se cumpriu, uma revelação que não condiz com a veracidade os fatos, um movimento estranho que se assemelha aos cultos afro-brasileiros, línguas usadas de maneira errada, ausência da Palavra no culto dando lugar ao experiencialismo, adoração extravagante, gritarias excessivas, todas essas manifestações sem sentido que acontecem no meio pseudo-pentecostal podem até mesmo desviar alguns do interesse pelo culto, ou pior, podem envolvê-los nessa liturgia barata fazendo-os perder a sensibilidade espiritual e o desejo pelas verdadeiras manifestações do Espírito (1 Co 14.23). Sabemos que Deus fala através do dom da profecia, busquemos o dom da profecia, sabemos que Deus cura os doentes, busquemos os dons de curar, sabemos que Deus nos capacita a falarmos várias línguas, busquemos o dom da variedade de línguas, sabemos que Deus se manifesta no culto, busquemos essas manifestações verdadeiras para as nossas vidas, pois é desejo de Deus realizá-las, mas não deixemos de pregar a Palavra de Deus nem de louvar a Deus com sabedoria, nem de orar a Deus pois, no culto deve haver hora para todos esses elementos (1 Co 14.26).

Irmãos, quero glorificar a Deus por sua graça pois mesmo com nossos erros ele nos ama e quer nos transformar. Não sejamos meninos no entendimento (1 Co 13.11,12), Deus quer dar-nos mais e mais da sua sabedoria, discernimento e conhecimento, não desprezemos a sua Palavra, pois ele é o nosso Deus. Uma igreja capacitada pelo Senhor através dos dons certamente será vitoriosa se usá-los corretamente, porém uma que não sabe usar esses mesmos dons com sabedoria ira fracassar. A igreja no Brasil tem muito terreno a ser conquistado, muitas almas a serem ganhas, usemos a virtude do Espírito Santo para esse propósito e seremos testemunhas do Senhor Jeová, testemunhas verdadeiras e não por nossa própria boca, mas pela Palavra do próprio Deus que diz: “... E serme-eis testemunhas... ”, quando? Quando vier sobre vós “... a virtude do Espírito Santo... ” (At 1.8). Para finalizar quero deixar um versículo que expressa toda a temática desse artigo: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo." (2 Pe 3.18a).
Amém!

sábado, 8 de novembro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 3)

O perigo do liberalismo.

Chegamos a um ponto muito importante dessa série de artigos sobre equilíbrio que não acaba aqui já que esse é um assunto muito amplo. Falarei agora sobre a chamada onda do "não tem nada a ver!". Por favor, não me chamem de saudosista, eu entendo que não podemos viver do passado e sei que ainda existam sete mil que não se prostraram diante de Baal (1 Rs 19.18), mas já perceberam o quanto a igreja perdeu em qualidade?! Não possuíamos tantos seminários teológicos como hoje, mas o fogo do Espírito Santo ardia nos corações dos crentes de uma forma que não se percebe tão facilmente nos crentes atuais. Como é bom estudar Teologia! Mas como é melhor ainda desfrutar de íntima comunhão com Deus, pois sabemos que não conhecemos tudo ainda (1 Co 13.9-12), mas temos um Deus que é tudo de necessário para uma vida feliz de verdade! Percebeu o fator equilíbrio nesse comentário? Precisamos estudar a Palavra, mas precisamos também orar e jejuar, precisamos viver o sobrenatural do Evangelho, pois Jesus Cristo salva, cura, liberta, batiza com o Espírito Santo e faz muito mais do que pedimos, pensamos e esperamos (Ef 3.20). Estamos nos intelectualizando, mas também estamos perdendo o melhor que há no Evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Terminando o raciocínio, estudar Teologia é bom, melhor ainda é falar em línguas estranhas, operar milagres e maravilhas, expulsar demônios e tudo mais que a Bíblia promete para hoje é melhor ainda, os dois se completam, conhecer e não viver essa verdade é hipocrisia, tentar viver sem conhecer leva-nos ao fanatismo, portanto, vivamos em equilíbrio! Mas porque será que é tão raro hoje vivermos esse evangelho de poder? Não será porque perdemos algo de bom que tínhamos no passado? Como diz minha amada avó: "Tem gente que quando não é oito é oitenta!". Proibíamos tudo, agora estamos liberando tudo. Antes crente não ia à praia, pois seria disciplinado, hoje tem “crente” que não tem vergonha de desfilar na praia quase que totalmente nu, qual a desculpa? “Todo mundo vai à praia desse jeito”, é, mas a Bíblia diz que devemos ser santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15), isso inclui a maneira como nos vestimos quando vamos à praia, não acha? Acho que alguém vai ler esse comentário e vai exclamar: “Que papo careta!”, é, eu sei, que pena (ou que ótimo?!) que a Bíblia é assim.

A onda agora é ser redondo e tem até pastor (pastor?!) distribuindo preservativos para os jovens com a desculpa de que “é melhor não fazer, mas se fizer, faça com segurança”. “Bons tempos” esses, em que há crentes que não sabem distinguir entre a hora de jogar futebol e a hora de ir ao templo para aprender mais de Deus, adorá-lo e ser usado por Ele através de seus dons! “Bons tempos” esses em que a dança, seja ela “espiritual” ou carnal mesmo, se tornou a hora mais importante do culto, com direito a assobio e tudo mais enquanto que a Palavra tem seus dez minutos com uma pequena pausa para uma piadinha descontraída que faz os crentes rirem, talvez da própria desgraça (Ap 3.17)! Não sou um moralista irmãos (é errado ser moralista?) estou apenas procurando ser o mais bíblico possível.

Bom, não estou aqui aqui para apontar erros, se o fizesse não acabaria nunca de escrever, quero apenas alertá-los de que o reino de Deus é coisa séria, somos, ou pelo menos deveríamos ser, o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13-16) e não dá pra brincarmos de ser crentes! Deus quer levantar uma igreja influenciadora e não uma que é influenciada; Uma igreja que arrebenta as portas do inferno e não uma que escancara as suas portas para o mesmo (Mt 16.18). Precisamos ser menos golpel e mais crentes, crentes no sentido bíblico e não nesse sentido vulgar que se adotou de uns tempos para cá. Limites são imprescindíveis para a saúde espiritual de uma igreja, proibições são necessárias, desde que fique bem claro que o que salva não é a obediência a regras, mas sim a graça de Cristo que nos ensinou a carregarmos uma cruz e que deveríamos tomar sobre nós o seu jugo que é suave e seu fardo que é leve, mas que continuam sendo um jugo e um fardo, ou seja, uma vida limitada pela vontade do Senhor, pois somos os seus servos (Mt 10.38; 11.29,30) e uma vida de luta e muitas vezes de dor, pois os servos do senhor passam por asflições (Jo 16.33).

Irmãos, devemos voltar às nossas raízes, mas sem cometermos os erros do passado, não precisamos de revolução, precisamos de renovação, precisamos voltar à primeira caridade (Ap 2.4,19), sendo crentes equilibrados tenho certeza que Deus continuará operando poderosamente em nossa vida!

Na próxima postagem falarei sobre o equilíbrio no uso dos dons do Espírito.

Continua...

sábado, 11 de outubro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 2)

O perigo do legalismo

"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mt 11. 29,30)
Este extremo já foi mais defendido no passado, hoje, algumas igrejas ainda conseguem enxergar pecado onde não existe. Proibições a assistir TV e rádio eram comuns há algum tempo atrás e este tipo de extremismo ainda existe em alguns grupos, principalmente no meio pentecostal. Não se ouvia falar em crente ir praia ou ao cinema, teatro, etc. Sabemos que existem coisas erradas sendo mostradas pela TV que nós, servos do Senhor, devemos evitar, mas este é um assunto para o próximo tópico. Quero me fixar por enquanto no extremo do legalismo. O que se percebe neste grupo é um sentimento de zelo pela obra do Senhor só que de forma exagerada. Geralmente são pessoas sinceras que por não terem conhecimento mais profundo concernente à graça divina passam a lançar um fardo extra sobre os lombos uns dos outros enquanto está escrito que o jugo é suave e o fardo é leve quando se está tratando de Cristo (Mt 11.30). É como se o crente estivesse sempre a um passo de perder a salvação, sendo assim, alguns crentes passam a se sentir extremamente frustrados ao tentar cumprir com uma meta inatingível, a de sermos perfeitos ainda nesta vida. Em 1 Jo 2.1 João escreve inspirado por Deus algo confortador para estes irmãos: “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. É óbvio que se passarmos a viver como antes, quando éramos filhos de belial, estaremos automaticamente fora do reino de Deus, pois quem é filho de Deus não vive pecando (1 Jo 3.6), por outro lado Jesus é nosso Advogado, ou seja, ele intercede por nós junto ao Pai (1 Tm 2.5). Ele nos justifica e santifica pelo Seu sangue, pois o seu sangue nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7).
O legalismo tenta nos fazer acreditar que temos de ser perfeitos e para isso mais proíbe que ensina, o Espírito Santo nos faz entender que não somos perfeitos enquanto estamos neste corpo corruptível e para isso nos ensina como devemos andar e intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). O Espírito nos capacita a andar segundo a sua vontade e não joga sobre nós um peso insuportável. Andemos pois com confiança no Senhor e não em nossas próprias obras e ele nos ajudará em tempo oportuno (Sl 125.1), ele tem cuidado de nós!
Na próxima postagem sobre o tema falarei sobre o perigo do liberalismo.

Clébio Lima de Freitas

sábado, 4 de outubro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 1)

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (1 Co 10.23)


Se você é um crente compromissado com o céu, já deve ter percebido o quanto a igreja como instituição mudou, Em alguns aspectos para a melhor, em outros, infelizmente, para a pior. Hoje temos representantes na política, algo inconcebível poucos anos atrás. Temos também irmãos em Cristo se destacando nos esportes e na sociedade como um todo. Não somos mais um grupo de pessoas “ingênuas” e “ignorantes”. O Evangelicalismo brasileiro nunca experimentou tamanho desejo pelo estudo teológico. Temos visto jovens que normalmente perderiam grande parcela do seu tempo em busca de entretenimento com coisas que não convém, preocupados em aprender mais sobre a Palavra de Deus. Em contrapartida temos visto uma grande parcela dos obreiros sendo verdadeiros anões espirituais, pois não buscam mais as manifestações do Espírito e que não chegam nem perto de grandes homens do passado que consagravam sua vida e pagavam o preço pela obra de Deus, estudar Teologia hoje parece até que é mais importante do que estudar a matéria prima da Teologia, a Bíblia Sagrada. Os que ainda restam estão passando para o Senhor e os que ficam não estão se esforçando para seguirem seus exemplos. Em meio a esta regressão espiritual dou glórias a Deus porque apesar de tudo ainda existem profetas que nos alertam sobre os perigos de deixar de buscar a Deus em primeiro lugar (Mt 6.33). Os fatos que apresentei aqui mostram falta de equilíbrio na vida de muitos cristãos e por isso levantarei alguns pontos importantes sobre este importante assunto.
A bíblia nos ensina a sermos equilibrados.
Entre os escritos antigos, creio que não exista outro que mais preze pelo equilíbrio do que a Bíblia Sagrada. Como disse O Senhor a Josué: “... Não te desvies nem para a direita, nem para a esquerda...” (1 Js 1.7) e como afirma nosso amado irmão e profundo ensinador Antônio Gilberto: “O legalismo e o liberalismo levam o homem para o abismo”. A Bíblia não no ensina a sermos pessoas alienadas e sem entendimento, ela nos ensina a buscarmos o reino de Deus e nos promete que todas as outras coisas nos serão acrescentadas. Busque conhecer as histórias de homens de Deus como Charles Finney, John Wesley, D. L. Moody entre outros e verá que eram homens sábios não apenas acerca do reino de Deus, oravam a Deus por horas a fio mas não desprezavam o estudo secular, eram influentes no reino de Deus e na sociedade em sua volta e assim devemos ser. Que possamos dar lugar ao estudo como Paulo que disse a Timóteo: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.”(2 Tm 4.13) e como os jovens hebreus Ananais, Misael, Azarias e Daniel que eram instruídos em toda ciência (Dn 1.4-6).
Nas próximas postagens quero aprofundar-me neste assunto e falarei um pouco sobre legalismo e liberalismo, dois extremos que devemos evitar.
Clébio Lima de Freitas

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