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sábado, 8 de novembro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 3)

O perigo do liberalismo.

Chegamos a um ponto muito importante dessa série de artigos sobre equilíbrio que não acaba aqui já que esse é um assunto muito amplo. Falarei agora sobre a chamada onda do "não tem nada a ver!". Por favor, não me chamem de saudosista, eu entendo que não podemos viver do passado e sei que ainda existam sete mil que não se prostraram diante de Baal (1 Rs 19.18), mas já perceberam o quanto a igreja perdeu em qualidade?! Não possuíamos tantos seminários teológicos como hoje, mas o fogo do Espírito Santo ardia nos corações dos crentes de uma forma que não se percebe tão facilmente nos crentes atuais. Como é bom estudar Teologia! Mas como é melhor ainda desfrutar de íntima comunhão com Deus, pois sabemos que não conhecemos tudo ainda (1 Co 13.9-12), mas temos um Deus que é tudo de necessário para uma vida feliz de verdade! Percebeu o fator equilíbrio nesse comentário? Precisamos estudar a Palavra, mas precisamos também orar e jejuar, precisamos viver o sobrenatural do Evangelho, pois Jesus Cristo salva, cura, liberta, batiza com o Espírito Santo e faz muito mais do que pedimos, pensamos e esperamos (Ef 3.20). Estamos nos intelectualizando, mas também estamos perdendo o melhor que há no Evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Terminando o raciocínio, estudar Teologia é bom, melhor ainda é falar em línguas estranhas, operar milagres e maravilhas, expulsar demônios e tudo mais que a Bíblia promete para hoje é melhor ainda, os dois se completam, conhecer e não viver essa verdade é hipocrisia, tentar viver sem conhecer leva-nos ao fanatismo, portanto, vivamos em equilíbrio! Mas porque será que é tão raro hoje vivermos esse evangelho de poder? Não será porque perdemos algo de bom que tínhamos no passado? Como diz minha amada avó: "Tem gente que quando não é oito é oitenta!". Proibíamos tudo, agora estamos liberando tudo. Antes crente não ia à praia, pois seria disciplinado, hoje tem “crente” que não tem vergonha de desfilar na praia quase que totalmente nu, qual a desculpa? “Todo mundo vai à praia desse jeito”, é, mas a Bíblia diz que devemos ser santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15), isso inclui a maneira como nos vestimos quando vamos à praia, não acha? Acho que alguém vai ler esse comentário e vai exclamar: “Que papo careta!”, é, eu sei, que pena (ou que ótimo?!) que a Bíblia é assim.

A onda agora é ser redondo e tem até pastor (pastor?!) distribuindo preservativos para os jovens com a desculpa de que “é melhor não fazer, mas se fizer, faça com segurança”. “Bons tempos” esses, em que há crentes que não sabem distinguir entre a hora de jogar futebol e a hora de ir ao templo para aprender mais de Deus, adorá-lo e ser usado por Ele através de seus dons! “Bons tempos” esses em que a dança, seja ela “espiritual” ou carnal mesmo, se tornou a hora mais importante do culto, com direito a assobio e tudo mais enquanto que a Palavra tem seus dez minutos com uma pequena pausa para uma piadinha descontraída que faz os crentes rirem, talvez da própria desgraça (Ap 3.17)! Não sou um moralista irmãos (é errado ser moralista?) estou apenas procurando ser o mais bíblico possível.

Bom, não estou aqui aqui para apontar erros, se o fizesse não acabaria nunca de escrever, quero apenas alertá-los de que o reino de Deus é coisa séria, somos, ou pelo menos deveríamos ser, o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13-16) e não dá pra brincarmos de ser crentes! Deus quer levantar uma igreja influenciadora e não uma que é influenciada; Uma igreja que arrebenta as portas do inferno e não uma que escancara as suas portas para o mesmo (Mt 16.18). Precisamos ser menos golpel e mais crentes, crentes no sentido bíblico e não nesse sentido vulgar que se adotou de uns tempos para cá. Limites são imprescindíveis para a saúde espiritual de uma igreja, proibições são necessárias, desde que fique bem claro que o que salva não é a obediência a regras, mas sim a graça de Cristo que nos ensinou a carregarmos uma cruz e que deveríamos tomar sobre nós o seu jugo que é suave e seu fardo que é leve, mas que continuam sendo um jugo e um fardo, ou seja, uma vida limitada pela vontade do Senhor, pois somos os seus servos (Mt 10.38; 11.29,30) e uma vida de luta e muitas vezes de dor, pois os servos do senhor passam por asflições (Jo 16.33).

Irmãos, devemos voltar às nossas raízes, mas sem cometermos os erros do passado, não precisamos de revolução, precisamos de renovação, precisamos voltar à primeira caridade (Ap 2.4,19), sendo crentes equilibrados tenho certeza que Deus continuará operando poderosamente em nossa vida!

Na próxima postagem falarei sobre o equilíbrio no uso dos dons do Espírito.

Continua...

6 comentários:

Márcia disse...

Os Pastores precisam pregar novamente sobre pecado, em limpeza e mudança de caráter. A começar em nós.

A natureza está gemendo esperando com expectativa a manifestação dos filhos de Deus...

Seu blog é uma benção!!! Visite o meu
http://territoriodosenhorjesus.blogspot.com

Clébio Lima de Freitas disse...

Márcia, A Paz do Senhor Jesus!

Concordo com você, os pastores precisam pregar e a igreja precisa viver o verdadeiro Evangelho! Obrigado pelo elogio a meu humilde blog.

Att,

CLF

Victor Leonardo Barbosa disse...

Tudo isso tem uma explicação irmão Clébio: o pecado dentro da igreja. Todavia, a corrupção de uma igreja começa com a liderança, meu amigo e colaborador do GQL Carlos Eduardo até escreveu recentemente um artigo contra isso.

Gostei de sua abordagem. franca, simples, direta e bem dogmática(no sentido bíblico da palavra).

Um grande abraço.

Isaac Marinho disse...

De onde caímos...?

Paz seja contigo!

Infelizmente, a simplicidade do Evangelho está sendo substituída pela sofisticação mutante "modismo gospel" (nada contra o termo "gospel", o problema é o uso que o degradou), já se adotou tantas "mazelas mundanas genéricas" com título de gospel que eu não vou me espantar se surgirem "prostíbulos gospel", "drogas gospel" etc.

Viver em novidade de vida é, antes e tudo, deixar-se guiar pelo Espírito, e não viver aderindo aos modismos destes últimos dias. Temos vivido em novidade de vida? Estamos vivendo a vida que Deus preparou para nós em Cristo?

Não há nada melhor que experimentar "qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus", mas isto só é possível quando temos um entendimento renovado pela Palavra (o que alguns chamam de lavagem cerebral), mediante a ação do Espírito Santo; o Evangelho ainda consiste em fé, arrependimento, santificação e, ainda tem como produto as boas obras e o caráter irrepreensível.

Os tempos mudaram; o Envangelho, não.
Só nos resta lembrar de onde caímos, nos arrependermos e voltarmos a praticar as primeiras obras (Apocalipse 2.5).

Não devemos nos isolar num casulo e deixar de conviver com as pessoas que nos cercam, deixar de ter nosso lazer etc; mas, muito mais, não podemos nos conformar com o mundo (Romanos 12.2).

Deus continue te abençoando.
Sucesso com o blog!

Um abraço.

P.S: Recomendo a todos a leitura de "10 Coisas a Serem Feitas em Situação de Risco Ético".

Clébio Lima de Freitas disse...

Irmão Victor,

obrigado pelo apoio. Realmente esse blog tem por objetivo comunicar as verdades do Evangelho com simplicidade acima de tudo, pois essa é uma das características principais do pentecostalismo. Deus te abençoe!

Att,

CLF

Clébio Lima de Freitas disse...

Irmão Isaac,

Concordo com você, e me sinto quase como que um peixe fora d'água quando vejo que poucos crentes têm essa visão clareada acerca do que seja vida cristã verdadeira! Que Jesus nos ajude a vivermos mesmo esse Evangelho que pregamos para sermos sal da terra e luz do mundo! Obrigado pelo comentário!

Att,

CLF

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