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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Um Debate Sobre Arminianismo e Calvinismo na Internet

Esta discussão se iniciou na internet depois de uma publicação da seguinte imagem:

O debate em si se estende há séculos.

O Calvinismo surgiu como uma volta à teologia de Santo Agostinho por ocasião da Reforma Protestante. Como bem sabemos, Santo Agostinho foi um profícuo teólogo que muito contribuiu para a soteriologia e condenou veementemente as ideias apregoadas por Pelágio de que o homem é naturalmente bom com todas as suas consequencias lógicas incluindo a negação da doutrina do pecado original. O protestantismo, de uma forma geral, conseguiu vencer o semi-pelagianismo, uma derivação do pelagianismo, predominante em sua época através desse retorno às idéias de Santo Agostinho, e principalmente, às Escrituras. Já o arminianismo, apesar de possuir os mesmos valores do calvinismo e do protestantismo em geral, surgiu como uma alternativa à visão determinista de Calvino. Para Armínio, a imagem de Deus criada pelo calvinismo era a de um ser mal e incompassivo, algo bem diferente do Deus revelado nas Escrituras, um Deus justo e amoroso, que resgata os pecadores da perdição eterna através do sacrifrício vicário de seu Filho. Para Armínio o amor e a justiça de Deus estão no mesmo patamar.

Calvinismo e arminianismo representam sobretudo paradigmas de interpretação da Bíblia. Se o leitor da bíblia é calvinista, ele vai interpretar os textos segundo essa ótica, e assim também o arminiano. O que marca esses paradigmas são seus pressupostos.

De forma resumida vemos aqui as diferenças básicas entre essas duas linhas teológicas.

Para o calvinista a fé é um dom de Deus e isso significa que Deus dá a fé ao crente de forma que este não pode resistir à mesma. Ele então crê e persevera até o fim. O salvo já é salvo antes de crer. Não é possível apostatar da fé, já que Deus é mais forte que nós. Fica então o problema. Por que Deus não dá o dom da fé a todos para que assim todos se salvem? Para o calvinista, os eternos propósitos de Deus são que alguns se salvem e outros se percam, de forma que Deus criou os eleitos para a a salvação eterna e os réprobos para a perdição eterna. Tudo já está predeterminado desde a aternidade e tudo o que acontece no mundo foi determinado ativamente por Deus, inclusive este artigo que eu estou escrevendo e que, para os calvinistas, não agrada a Ele nem um pouco. Tudo que há de bom ou de mal no mundo é orquestrado por Deus.

Para o arminiano a fé é a resposta do homem à graça divina. Isso significa que Deus fala aos corações dos homens e estes podem ou não resistir a essa graça. Quem perseverar até o fim herdará a vida eterna. Para alguns arminiaos é possível apostatar da fé, para outros não. Deus elegeu antes da fundação do mundo todos aqueles que ele sabe que perseverariam até o fim. Deus nos dá todos os meios para que possamos ser regenerados, justificados, santificados e por fim glorificados. Graça do início ao fim. A salvação é pela graça mediante a fé em Cristo. Os males deste mundo provém do coração pecaminoso do homem. Deus o entrega a suas paixões e ele, no uso de sua liberdade o desagrada criando todo tipo de males e sofimentos. Deus, possui todo o controle das ações humanas, mas não no sentido de ordená-las. Nada acontece sem que Ele permita.

Baseado nisso gostaria de comentar algumas afirmações de um rapaz chamado JP Padilha que argumentou comnigo que Deus criou os réprobos especificamente para jogá-los no inferno no dia do juízo. Essa é a consequência lógica final do calvinismo em relação aos perdidos. Depois de cada comentário do rapaz, seguirá o meu devidamente assinalado. Segue o texto do rapaz:

 “VASOS DE HONRA” E “VASOS DE DESONRA” (Supralapsarianismo) 

"Porque se introduziram alguns, que já ANTES ESTAVAM ESCRITOS PARA ESTE MESMO JUÍZO, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo". (Judas 1:4)

Construíram nos montes os altares dedicados a Baal, para queimarem os seus filhos como holocaustos oferecidos a Baal, coisa que não ordenei, da qual nunca falei nem jamais me veio à mente. “ (Jeremias 19:5)

Vamos deixar a Escritura explicar a Escritura. As situações são parecidas. Pessoas introduzidas no meio do povo de Deus praticando coisas que o desagradam. Em um dos textos se afirma que eles já estavam escritos para este mesmo juízo. No outro , citado por mim, Deus diz que nunca ordenou tal coisa [o pecado], nem lhe veio à mente. Sabemos que Deus é racional, logo este texto está sendo interpretado errado pelo rapaz. Possivelmente Judas estava falando das profecias que afirmavam que esse tipo de coisa aconteceria no seio da Igreja.

--> "Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, PARA OS QUAIS ESTÁ ETERNAMENTE RESERVADA A NEGRURA DAS TREVAS". (Judas 1:12,13) 

Deus criou o inferno para os pecadores (anjos e homens). A reserva eterna no texto é coletiva e não individual. É interessante também como o pecado deles e o fato de eles o terem escolhido deliberadamente é ressaltado por Deus como a causa do juízo eterno.

--> “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal”. (Provérbios 16:4)

Alguém está dizendo aqui que não foi Deus quem fez os ímpios, ou que, segundo os designios de Deus os mesmos não sofrerão a pena própria dos pecadores, a qual foi ordenada por Ele mesmo? Deus é Senhor da história e ele certamenbte não foi pego de surpresa pelo pecado da humanidade.

--> "Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,
O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, AINDA ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós"; (1 Pedro 1:19,20)

Sim, Cristo foi eleito para este fim. Nisso concordamos.

--> "E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do CORDEIRO QUE FORA MORTO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO". (Apocalipse 13:8)

Idem.

O Cordeiro fora imolado antes da fundação do mundo, certo? Por que razão DEUS decretaria a Salvação senão porque ANTES Ele havia decretado a QUEDA? O que motivou Deus a SACRIFICAR O CORDEIRO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO (Apocalipse 13:8)??? ATOA???

Isso é sequência lógica baseada em pressupostos errados. A Escritura não diz que Deus decretou a queda de Adão.

Era necessário que existisse um "PROBLEMA" a ser resolvido, para que, então, a SOLUÇÃO fosse decretada. 

Então Deus não é soberano o suficiente? Ele precisaria criar o problema para depois apresentar a solução?

Que PROBLEMA era este?

A Salvação é um processo eterno e não transitório. É uma sequência de fatos que ocorrem eternamente, sem ter começo ou fim. Isto sempre esteve na mente de DEUS (Romanos 8:30). Vemos que o “vaso de honra” (Romanos 9) sempre foi salvo, e, de modo decretivo, ele nunca esteve PERDIDO. Costumamos dizer: "Uma vez salvo, sempre salvo", não? Então, por que causa isto mudaria com relação aos réprobos, considerando que a mesma passagem de Romanos 9 descreve o “vaso de desonra” como preparado para a perdição? Ou seja, uma vez PERDIDO, sempre perdido!!! 

Efésios 2

1 Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,
2 nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.
3 Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira.

O destino dos salvos era a morte eterna. Deus nos resgatou e nos deu um novo destino, a salvação em Cristo.

Definitivamente, Deus não contemplou o homem caído para depois ordenar sua perdição (visão defendida pela seita arminiana), assim como DEUS não olhou para a santidade do homem para salvá-lo. Se Ele operou a santidade nos Seus antes mesmo de O conhecerem, Ele, igualmente, conduziu o restante à PERDIÇÃO, deixando-os cair no pecado, não dando a eles o arrependimento que provém do Espírito; e, do mesmo modo Ele o fez com Esaú, que com lágrimas buscou lugar de arrependimento e não encontrou (Hebreus 12:17). Não há sentido em aceitar que Deus JAMAIS tenha olhado para as obras do eleito para salvá-lo, para depois dizer, paradoxalmente, que o Senhor teve de contemplar o estado decaído do homem para, só depois, predestiná-lo à perdição. Se Ele não olhou para o coração do homem para salvá-lo, porém tão somente para o beneplácito de Sua vontade, Ele também o fez para preordenar a ruína dos réprobos, sem olhar para as falhas dos mesmos.

Todas as ricas bençãos que Deus nos propicia em Cristo são por sua graça mediante a fé nEle. Nada em nós nos fez merecer coisa alguma que Ele nos concedeu. Corresponder ao chamado de Cristo não é mérito, é a única alternativa a pecadores totalmente depravados e impossibilitados de fazer bem algum.

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Vincent Cheung faz uma declaração cirúrgica sobre isso: 'A queixa de que no Supralapsarianismo Deus decreta a identidade dos réprobos sem considerar a pecaminosidade deles, é inválida. Já foi estabelecido, acima, que a reprovação é incondicional, assim como a eleição dos santos, de forma que esta queixa não apresenta nenhum problema'. 

Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente. (Provérbios 29:1)

A reprovação dos réprobos é pelo fato de eles serem repreendidos e insistirem no erro. Isso é condicionalidade.

sábado, 20 de agosto de 2016

Definindo uma "igreja" herética?


Para falarmos sobre "igrejas" héticas, precisamos primeiro definir o que é igreja e o que é heresia.

A palavra "igreja" vem do grego ekklesia e significa "reunião de um povo convocado". 

A palavra "heresia" vem do latim haeresis e significa ensino ou opinião contrária à concepção de determinado grupo ou discordância daquilo que é tido como ortodoxo.

Como vemos, a Igreja é um conjunto dos indivíduos que foram convocados por Deus à salvação em Cristo (Rm 8:28-30; Ef 1:18; 4:4). Normalmente utilizo a palavra igreja, com i minúsculo, para designar qualquer instituição eclesiástica e Igreja, com I maiúsculo, para designar a Igreja como definida acima, o grupo de todos os salvos do passado, do presente e do porvir. Já heresia é uma tese que destoa dos artigos de fé já estabelecidos e amplamente aceitos pela Igreja. Como vemos, heresia, no original, é algo relativo, porém se cremos que os valores bíblicos são absolutos, logo podemos dizer que é possível determinar heresias de forma absoluta. Para cada grupo há um padrão de ortodoxia. Para os islâmicos esse padrão é o Corão, para os kardecistas, os escritos de Allan Kardec, para os católicos, um misto de autoridade da Escritura, do Papa e da tradição oral e para os protestantes, a Escritura somente. 

O padrão de uma igreja sadia deve ser a Escritura, somente a Escritura, e isso não anula a possibilidade da manifestação de profecias, revelações, visões, etc.. Neste caso, nós pentecostais, como defensores da atualidade dos dons do Espírito e do Sola scriptura, asseveramos que qualquer manifestação extra-escriturística deve apontar para as verdades da Escritura e nunca contradizê-las. Logo podemos dizer que através dos dons do Espírito, Deus nos alerta sempre para as verdade da Escritura e, se assim não for, devem ser rejeitadas quaisquer manifestações. É daí que vem o grande problema de interpretação do conselho de Paulo de julgar as profecias (1 Co 14.29). Paulo ali não falava das profecias do Antigo testamento, ou dos ensinos dos apóstolos, mas sim das profecias manifestas nos cultos, as quais precisavam ser analisadas à luz da Escritura e do dom de discernimento de Espíritos (1 Co 12:10). Muitos crentes se perdem nisso. Uns aceitam falsas profecias, e outros, falsos ensinamentos. O erro é o mesmo, pois o mesmo Espírito dá a profecia e a ciência e nos alerta tanto sobre falsos profetas, quanto sobre falsos mestres (2 Pe 2:1; Mt 7:15; At 20:29). Podemos mesmo dizer que a Igreja jamais é herética, porém as igrejas sim. Pois o conjunto dos salvos em Cristo segue a Cristo (Jo 10:27) e não a falsos profetas ou falsos mestres.

Mas qual é mesmo a marca de uma igreja herética? Qual é aquele sinal que é infalível? Podemos dizer que o cristianismo autêntico é pautado sempre por Cristo. A Escritura revela Cristo de Gênesis a Apocalipse. A grande marca da uma igreja herética é, não o cristocentrismo, mas o antropocentrismo, ou seja, o homem no centro e não Cristo. Neste caso, tudo nessas igrejas, substitui a Cristo. O dinheiro, os milagres, os anjos, os santos, um profeta, o próprio homem e tudo ao redor da satisfação do ego humano. O cristianismo é mesmo teocêntrico. Não podemos fugir disso ao custo de nos afastarmos da verdade do Evangelho (Hb 3). Essa é a marca das falsas igrejas e dos falsos ensinos que muitas vezes permeiam igrejas sérias (oremos por elas).

Tenha por certo que qualquer adoração a santos, ao dinheiro, aos homens de "deus" e ao próprio homem de uma forma geral não faz parte da vivência de uma igreja verdadeiramente chamada, convocada, por Deus!

Somente a Deus a Glória!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quatro características de Moisés reveladas em suas orações

"Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui."
Êxodo 33:15 

Resultado de imagem para moises fala com deusEste é um fragmento de um dos muitos diálogos de Moisés com o Senhor Deus. Quando li este texto fui levado a refletir sobre nossas atitudes como servos de Deus. Moisés, a grande figura bíblica depois de Cristo pede a Deus que vá com o seu povo, e se não for assim, que não sejam levados a lutar sozinhos. Este texto nos mostra atitudes próprias de um servo de Deus. É bem provável que teríamos uma igreja muito mais triunfante sobre esta terra se tivéssemos mais servos de Deus com essa atitude. Senão vejamos:

1 – Moisés é sincero diante de Deus

Temos sido sinceros diante de nosso Deus? Moisés demonstra estar ciente da grande missão que Deus lhe deu e é sincero em relação a isso. Deus sabe de todas as coisas. Não adianta se fazer de forte diante de Deus. O que devemos ter em mente é que quanto mais despojados de nós mesmos formos diante de Deus, mais estaremos próximos de vermos o agir de Deus nas nossas vidas. Moisés não se fez de forte, ele explicitou a Deus sua pequenez, sua fraqueza como homem e pediu humildemente que Deus estivesse sempre com ele. Veja o que Deus nos diz em Filipenses 4.6:

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

2 – Moisés confia no poder de Deus

Estamos usando as armas corretas? Moisés tinha um modesto exército a sua disposição. Não eram os hebreus a nação mais forte belicamente daquela época, porém o fato de terem fugido do Egito certamente causou um grande temor nas nações ao redor. Mesmo assim Moisés não pôs a sua confiança em si próprio ou na força dos hebreus, mas apenas em Deus.c Temos confiado no poder soberano de Deus, ou temos tentado lutar com nosso próprio braço? Em se tratando das coisas espirituais, temos que usar as armas espirituais que Deus nos deu. Foi o poder de Deus que fez e faz diferença na história daquele povo. A nós, igreja do Senhor, ele nos deixou este texto maravilhoso:

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:11-13)

3 – Moisés confia somente em Deus

Temos confiado somente em Deus? Veja o que ele diz a Deus: “Se tu mesmo não fores conosco...”. Moisés não queria somente hostes angelicais, queria o próprio Deus agindo naquele negócio. Deus assim fez, como nuvem de dia e como fogo à noite acompanhou seu povo. Temos despojado do meio de nós os ídolos? Temos despojado de nossas vidas a confiança em terceiros, como se a graça de Deus não fosse suficiente? Moisés confiou somente em Deus para a realização daquela grande obra. Devemos estar cientes de que Deus nos é suficiente. Não precisamos de outro salvador além de Cristo. Não precisamos de outra revelação além da Bíblia Sagrada. Não precisamos de outra bênção Além da salvação em Cristo Jesus!

4 – Moisés não queria dar um só passo sem que Deus estivesse consigo

O que nós como igreja do Senhor precisamos entender é que fomos chamados para uma obra excelente e honrosa. Não somos uma mera corrente filosófica. Não somos um mero movimento social. Não precisamos confiar no nosso raciocínio lógico nem na ciência ou na política para termos sucesso como servos de Deus. Imbuídos da consciência de que essa obra é espiritual e transcende aos ditames desta terra, não nos tornaremos meros defensores de valores morais, seremos antes representantes, mensageiros de Deus e ele se manifestará em nossas vidas. Não queira ser apenas um grande orador, queira ser antes um pequeno e humilde servo de Deus. Com esta característica incomum, um discurso desajeitado pode fazer muito mais efeito, quanto mais um discurso eloqüente acompanhado de característica tão rara. Um conhecimento amplo e aprofundado das Escrituras e da Teologia pode ser muito marcante na vida de um ministro do Evangelho, outrora se ele não for um homem de oração, toda essa carga poderá lhe afundar em um mar de egoísmo e incredulidade. Queria Deus em cada passo dado em seu ministério e você verá uma nação de escravos ser liberta para servir a Deus! Sejamos éticos, humildes, verdadeiros, honestos, amorosos, defensores da verdade e da justiça e não seremos confundidos pelas mentiras do inimigo.

A Deus somente a Glória!


Clébio Lima de Freitas

terça-feira, 26 de maio de 2015

[Blog do Ciro] ® : Você conhece o pregador José dos Clichês?

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domingo, 26 de abril de 2015

Qual briga devemos comprar?

confusao.jpg

Tenho lido textos e assistido vídeos sobre política ultimamente, eu gosto de ouvir os dois lados, porque entendo que ninguém é dono da verdade. Tenho sempre tentado enxergar os caminhos do Brasil nas teses que eu tenho estudado. Eu aprendi a ouvir mais do que a falar, talvez pelo ambiente hostil ao qual eu sempre fui submetido como conservador em meio a liberais (quando falo em liberais, me refiro à moral e não à ideologia política, não há muitos politicamente liberais no Brasil), e me especializei mais em escrever do que em falar. Eu normalmente não sou bom em debates porque o meu raciocínio é lento e eu gosto sempre de remoer algo bastante antes de dizer o que penso sobre o assunto, e mudei muito de opinião sobre questões polêmicas tais como casamento homossexual, aborto, celulas tronco, entre outras, não em relação a elas propriamente ditas, mas á forma de tratar delas. Normalmente passeio um pouco entre o pensamento liberal e o conservador, pois entendo que a moral deve ser preservada se queremos progredir como sociedade, mas vejo essa mesma moral ameaçada quando dou poder ao Estado para controlá-la, isso é perigoso. Quero dar uma opinião sobre a questão da moral cristã em contraste com a liberdade apregoada pelo liberalismo político e sinceramente, nunca vi ninguém falar nada parecido com o que vou dizer, muito embora ache que algumas pessoas pensem como eu, mas não queiram expor seu pensamento, ou não o consigam. Percebo que, em debates, o pensamento cristão sai em desvantagem principalmente porque é preciso tempo e uma linha de raciocínio bem clara para expormos nossa maneira de pensar e nossos rivais não nos deixam concluir nosso raciocínio, uma interrupção seguida de uma acusação infundada tira qualquer um do sério... Essa é sem sombra de dúvidas uma das razões pelas quais eu prefiro escrever do que debater, já que ninguém me interrompe enquanto escrevo, já enquanto falo…
Afinal qual é a razão de os evangélicos estarem sendo bombardeados hoje por todos? Pensamos que a imoralidade para a qual caminhamos nos levará à derrocada de nossa sociedade. Entendemos que a família heterossexual deve ser a única existente, que crianças não devem ser assassinadas dentro do útero de suas mães, que a dignidade humana deve ser preservada, mesmo que em estágios iniciais de nossa existência. É assim que pensamos e é isso que pregamos e não temos a menor intenção de obrigarmos quem quer que seja a pensar como nós ou a agir como nós. Apenas queremos ter o direito de nos expressarmos sobre isso a fim de tentarmos convencer a muitos pela pregação. Por conta desse processo de pregação e de conversão de muitos à nossa forma de pensar, temos alguns atritos com outras filosofias e daí surgem os embates, afinal estamos crescendo e isso assusta a  muitos.
Daí vem a questão de nós os protestantes, conservadores que somos, sempre tendermos a nos aproximar dos liberais, já que assim garantimos nosso direito de livre expressão e de livre prática religiosa, fora do liberalismo, estaríamos ferrados, e pra entendermos isso basta olharmos para a história. Todo sistema político totalitário tende a perseguir qualquer grupo que cresça paralela e independentemente do Estado, como é o caso da Igreja, é uma questão de poder. Isso aconteceu no Império Romano, na Alemanha nacional-socialista, nas nações socialistas atuais. A influência dos líderes cristãos pode fazer desmoronar o poder de qualquer líder político em questão de instantes, logo a resposta é desestabilizar, dividir para conquistar e em última instância, matar mesmo quem quer que se oponha ao regime político. hoje no Brasil estamos sofrendo ainda a primeira fase, a tentativa de desestabilizar.   Quero deixar bem claro que isso não acontece só com a religião, qualquer grupo influente e independente sofre com regimes totalitários.
Tendo tudo isso em mente, cria-se na cabeça de inúmeros cristãos a idéia de coitadismo, de que estamos sendo perseguidos a todo instante e quase que instantaneamente tendemos a recorrer ao Estado para proteger a sociedade da imoralidade em que a sociedade está submergindo para nos protegermos. Algo não muito compatível com a idéia liberal de que as pessoas devem ser livres para serem diferentes, individuais, fazerem o que tiverem vontade de fazer, sem a interferência do Estado, desde que obviamente não interfiram na liberdade uns dos outros. essa é uma questão complexa, já que em tese, a imoralidade não afeta só a quem a pratica, mas a toda a sociedade, logo o conservador entende que está defendendo a todos quando luta contra a imoralidade.
Tenho refletido muito sobre isso e cheguei à conclusão de que estamos partindo de um pressuposto errôneo. Um pressuposto negado pelo próprio liberalismo político e pela nossa fé, mesmo que indiretamente. O de que o Estado é eficiente. Criamos a expectativa tola de que o Estado vai evitar que homossexuais vivam juntos ao não reconhecer o casamento homossexual. Sabemos que o Estado é ineficiente e que não conseguirá barrar uma tendência mundial de ir contra os princípios cristãos. Alguém dirá: mas a questão não é evitar que o ato aconteça, mas evitar que o ato seja incentivado. Ora, o fato de o Estado não reconhecer o casamento homossexual não nos levará a uma diminuição de casos homossexuais, já que, sem o reconhecimento, o homossexualismo continua avançando em aceitação na nossa sociedade. Outro dirá: É uma questão de princípios, o Estado não deve reconhecer algo ilegítimo. Bem, o casamento homossexual é ilegítimo para nós, para eles não, isso nos leva à questão do pensamento liberal, que não somos donos da verdade, apesar de entendermos que estamos certos. Por isso entendo que não faz sentido lutarmos contra essa tendência via Estado. Não estou dizendo que devemos aceitar ou concordar com a prática. Somos livres pra pensar e falar o que quisermos, assim como eles. Chego à conclusão de que estamos lutando em vão não pelo fato de que não possamos conseguir barrar o casamento homossexual, ou o aborto despropositado, ou o uso de embriões humanos para experiências, etc.., mas entendo que mesmo que isso aconteça, as práticas continuarão ocorrendo pelo simples fato de o Estado ser ineficiente.
Acredito que abri um novo precedente na minha discussão. Alguém poderá achar que eu sou um conformado, que acho que as coisas estão caminhando para uma tendência apocaliptica e que não tem jeito de consertar essa bagunça. Eu creio que tem jeito sim, mas também creio que essa mudança é limitada a indivíduos e no máximo a grupos ou até mesmo a grandes massas isoladamente, em termos geográficos, em meio a esses bilhões de habitantes do planeta Terra, mas que pra maioria é mais fácil nadar junto com a corrente. Também acredito que, mesmo com a ineficiência do Estado, há posições pelas quais devemos brigar no congresso, como por exemplo, contra o aborto despropositado, experiências com embriões humanos, afinal, com a vida humana não se brinca, mas não devemos nos limitar a isso. O mais importante é pregar o Evangelho porque é ele que transforma e que muda a mentalidade corrompida pelo pecado. É nesse campo que devemos travar os maiores embates. É aí que está a nossa luta.

Pra resumir, deixo aqui uma declaração que eu tenho o prazer de fazer:

É Cristo que salva!

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