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sábado, 11 de outubro de 2008

Equilíbrio, um fator decisivo para o serviço cristão (Parte 2)

O perigo do legalismo

"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mt 11. 29,30)
Este extremo já foi mais defendido no passado, hoje, algumas igrejas ainda conseguem enxergar pecado onde não existe. Proibições a assistir TV e rádio eram comuns há algum tempo atrás e este tipo de extremismo ainda existe em alguns grupos, principalmente no meio pentecostal. Não se ouvia falar em crente ir praia ou ao cinema, teatro, etc. Sabemos que existem coisas erradas sendo mostradas pela TV que nós, servos do Senhor, devemos evitar, mas este é um assunto para o próximo tópico. Quero me fixar por enquanto no extremo do legalismo. O que se percebe neste grupo é um sentimento de zelo pela obra do Senhor só que de forma exagerada. Geralmente são pessoas sinceras que por não terem conhecimento mais profundo concernente à graça divina passam a lançar um fardo extra sobre os lombos uns dos outros enquanto está escrito que o jugo é suave e o fardo é leve quando se está tratando de Cristo (Mt 11.30). É como se o crente estivesse sempre a um passo de perder a salvação, sendo assim, alguns crentes passam a se sentir extremamente frustrados ao tentar cumprir com uma meta inatingível, a de sermos perfeitos ainda nesta vida. Em 1 Jo 2.1 João escreve inspirado por Deus algo confortador para estes irmãos: “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. É óbvio que se passarmos a viver como antes, quando éramos filhos de belial, estaremos automaticamente fora do reino de Deus, pois quem é filho de Deus não vive pecando (1 Jo 3.6), por outro lado Jesus é nosso Advogado, ou seja, ele intercede por nós junto ao Pai (1 Tm 2.5). Ele nos justifica e santifica pelo Seu sangue, pois o seu sangue nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7).
O legalismo tenta nos fazer acreditar que temos de ser perfeitos e para isso mais proíbe que ensina, o Espírito Santo nos faz entender que não somos perfeitos enquanto estamos neste corpo corruptível e para isso nos ensina como devemos andar e intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). O Espírito nos capacita a andar segundo a sua vontade e não joga sobre nós um peso insuportável. Andemos pois com confiança no Senhor e não em nossas próprias obras e ele nos ajudará em tempo oportuno (Sl 125.1), ele tem cuidado de nós!
Na próxima postagem sobre o tema falarei sobre o perigo do liberalismo.

Clébio Lima de Freitas
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