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domingo, 5 de dezembro de 2010

Dança com Lobos X Pregações Triunfalistas


Sabe quando você percebe mensagens de pessoas não evangélicas que te inspiram mais do que ouvir certas “pregações”? Quando uma história que nada tem a ver com a Bíblia te fala mais profundo do que ouvir as divagações teológicas dos malabaristas evangélicos da atualidade? Nesse sábado isso aconteceu comigo. Um filme que trata de uma história nada sobrenatural ou “impactante”, mas que nos leva a refletir sobre quem somos. Dança com Lobos, com o ator Kevin Costner. Um filme que começa com um cenário de guerra, os EUA tentando expandir suas fronteiras. No meio do combate o protagonista, John Dunbar se vê ferido e na iminência de ter sua perna amputada. Como os médicos estavam cansados resolveram dar uma pausa, o bastante para que John fugisse e voltasse ao campo de batalha. Na tentativa de ser baleado pelos inimigos para não ter a perna amputada, os incitou a que atirassem nele, o bastante para que perdessem a concentração e fossem atacados pelos soldados companheiros de Dunbar e perdessem a batalha. Passa ele então de suicida a herói, condecorado, ele pede para ir à fronteira e é enviado ao mais avançado posto e seu superior, o único que sabia de seu posto suicida-se.

Na solidão de seu posto tem a oportunidade de manter contato com os índios e por meio de uma obra do acaso tem a oportunidade de obter a confiança deles. Os índios lhe põem o nome de Dança com Lobos, pois um lobo passa a se aproximar do forte e a guardá-lo, avisando Dunbar quando há perigo, em certa cena ele aparece tentando se aproximar do lobo, dando a aparência de estar dançando com ele. Com a aproximação com os índios, percebe que eles não são tão maus e violentos como lhe disseram, e mais, percebe que em alguns aspectos os índios são mais civilizados que os brancos. De repente ele se vê usando as armas do forte em benefício da aldeia, ajudando-os a vencer uma tribo inimiga. Daí em diante Dunbar não era mais um soldado, mas um índio branco e odiado pelo exército, sendo considerado um traidor.

Lições do filme:

Nesse ponto, não entenda que prego que todos os caminhos levam a Deus, quero obter lições relacionadas às escrituras abstraindo, usando a história como ilustração.

1 – Deus nos faz seguir por caminhos adversos pra nos ensinar lições importantes. Circunstâncias podem nos levar a refletir e compreender o mistério da salvação. Numa situação vulnerável Dunbar descobre que os índios não eram problema, mas solução, passaram a fazer parte de sua vida e lhe ajudaram quando precisou. Muitas vezes um ímpio não consegue vencer o preconceito a fim de dar ouvidos à mensagem do Evangelho e ser edificado por ela, mas quem venceu essa barreira descobriu quanto é valioso servir a Cristo. Passamos a fazer parte de uma grande família onde esses novos irmãos se amam e fazem de tudo pra ajudar uns aos outros. Parece utopia, mas em meio à apostasia a fé verdadeira ainda prevalece, basta abrir os olhos e ver. Após vencer os preconceitos Dunbar ouve uma frase muito profunda: John Dunbar, você está seguindo por um caminho que te levará a ser um verdadeiro humano. Que declaração! Fazendo o paralelo, Deus nos transforma através da ação do Seu Espírito em direção ao homem perfeito, à imagem de Cristo e isso acontece quando deixamos os costumes do mundo e passamos a nos sujeitar à vontade de Deus a seguir valores não muito populares pela sociedade hodierna.

2 – John Dunbar afirma que não se sentiu mal quando matou os soldados brancos, pois eram maus e mereciam a morte. Veja esboçada aí a justiça da lei no A.T: “A alma que pecar, essa morrerá”. Na verdade todos merecemos a morte, pois todos pecamos, porém Cristo, Deus encarnado, morreu em nosso lugar para pagar por nossos pecados. Sendo assim, não mais vivemos nós, mas Cristo vive em nós. Estamos mortos para este mundo e ressuscitados para Deus e seu reino assim como ele ressuscitou. De agora em diante as coisas velhas passaram e tudo se fez novo. Já não somos mais quem éramos, mas somos novas criaturas.

Conclusão:

Apesar das limitações, o filme possui conceitos bastante profundos e em essência defendidos pelas Escrituras, mas não chega ao cerne do Evangelho. Tirando essas limitações de uma historia secular, quão profunda é em relação às pregações rasas e histéricas que ouvimos por aí.

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas
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