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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Que pode fazer o justo?

“Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Sl 11.3)

Vivemos um tempo como nunca antes houve. A expressão “tempos modernos” já se tornou ultrapassada, coisa do século passado. Hoje o mundo é diferente, pois uma nova consciência contagia a humanidade. Ouve-se falar em espiritualidade de forma natural. Até parece que os ateus estão entrando em extinção, pois a onda agora é ser religioso e não importa qual seja, segundo os preceitos dessa “nova era” o mudaram e o perfil dos religiosos está cada vez mais diferente daquele modelo de religiosidade de algumas décadas atrás. Não é tão difícil encontrar alguém cantarolando o refrão: “... Eu sou de Jesus! Eu sou de Jesus!...”, porém os sermões “evoluíram”, entenda isso como ironia, e não se fala mais em “verdade”. Os pregadores de hoje esbravejam com todo orgulho: “Eu não tenho certeza alguma a não ser da morte!” e parece que a, multidão gosta desta onda de incertezas que já se propaga por toda a mídia. As igrejas também entraram na moda e estão globalizadas, não se sabe mais o que é ser tradicional ou pentecostal e, usando um pouco mais de exagero, não se sabe mais a diferença entre católico e evangélico, pois os evangélicos, ou pelo menos uma grande parcela, apesar de não se prostrarem diante de uma imagem, muitas vezes se prostram diante de homens e demonstram a mesma idolatria dos católicos romanos. As religiões estão mescladas umas das outras e tudo isso aponta para que no futuro alguém defenda uma única religião mundial. Quem conhece a Bíblia sabe do que estou falando. Sabe, alguém pode estar empolgado com tudo isso, inclusive muitos “cristãos”, mas eu gostaria de expor algumas observações que considero imprescindíveis sobre este assunto, no entanto, estas palavras não são minhas, não quero agir como quem reinventou a roda, estas palavras são de Jesus e têm sido ditas sempre que o Espírito Santo incomoda alguém a dizer o que ninguém quer ouvir!


Quando lemos o salmo de número 11, vemos que Davi encontrava-se preocupado, pois os ímpios estavam a lhe perseguir tentando tirar-lhe a vida. Num momento de desespero de desespero ele exclama: “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Sl 11.3). Continuando a leitura do salmo vemos agora que Davi fala sobre a onisciência de Deus, Davi sabia que Ele está observando tudo e no momento certo recompensará a cada um, pois “... O Senhor é justo e ama a justiça... ”(Sl 11.7). Hoje não é diferente, só mudou mesmo o tipo de impiedade, mas não se iluda “... toda iniquidade é pecado...” (1 Jo 5.17).

Hoje não se fala com simpatia sobre pena de morte, mas há quem defenda o aborto e critique a mesma. Há quem critique o aborto depois de certa idade do embrião, defendendo assim o assassinato de embriões com menor tempo de vida, que contradição! É o mesmo que afirmar que um senhor de 90 anos tem maior direito de viver do que um menino de 9 anos de idade. Alguém diria: “o que há de especial em um embrião como uma semana de existência?!”. Eu lhe digo: vida, herança genética dos pais (o que por si só já prova que um embrião é um ser humano como qualquer outro). O que mais preciso dizer para defender a vida de seres humanos indefesos e já sentenciados à morte? Afinal, esses são argumentos científicos e não religiosos! Há quem defenda o divórcio por qualquer motivo, Saiba que há motivos bíblicos para o divórcio, porém são mínimos e como cristãos que somos devemos observar a Palavra de Deus acima de qualquer argumento (Mt 19.9).


Há quem defenda o homossexualismo até mesmo em “sintonia” com o Evangelho, porém a Palavra de Deus é clara o bastante para declararmos sem medo do que possa fazer o homem (Mt 12.4,5) que não se pode ser cristão e homossexual ao mesmo tempo (Rm 1.27,28). Se você está seguindo esta onda deixe-a enquanto é tempo! Jesus tem poder para libertar-nos de qualquer que seja o pecado (Jo 8.32,36; 1 Jo 1.7)!


Enfim, há quem defenda todo tipo de pecado e ao mesmo tempo o seu corrompido e falso evangelho (Gl 1.6-12). Não se pode servir a dois senhores. Temos que escolher ou Deus ou o mundo, ou a santificação ou o pecado, ou o céu ou o inferno! Se os fundamentos se transtornam o que pode fazer o justo? Continuar a ser justo e justificado por Cristo, pois é Ele que nos ama de verdade e sabe o que é melhor para nós.


“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55.8,9).


Por Clébio Lima de Freitas.


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