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sábado, 16 de outubro de 2010

O Amor de Deus e o amor dos homens

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8)
Muito se tem falado sobre o amor. Novelas, filmes, livros, a mídia em geral sempre lança aos olhos e ouvidos dos expectadores músicas, contos, fábulas, histórias reais ou fictícias sobre a força do amor levando muitos a momentos de extrema emoção. Amor é um tema que sempre empolga e sensibiliza a muitos. No entanto, ao contrário do que se fala nas TV's, o mundo tem-se afundado, não no amor, mas em tudo que é contrário a ele. Mas o que é o amor? De que forma ele se manifesta? Como demonstra-se o amor? Vamos fazer uma análise bíblica sobre este assunto comparando a nossa forma de amar com a forma de amar de Deus.

Quando a Bíblia trata do amor ou caridade, dependendo da versão, sempre dá a entender que esse amor deve ser demonstrado, veja, por exemplo, o versículo que usei como introdução: “Mas Deus prova o seu amor...”, logo, devemos entender que o amor verdadeiro sempre estará patente, nunca obscuro, mas logo entende-se que ele é real pelos seus efeitos, ou pela atitude de quem o possui. Teologicamente falando o amor é uma característica humana herdada de Deus, pois fomos feitos à sua imagem e semelhança (Gn 1.26), porém com a presença do pecado nossas características provenientes de Deus foram enfraquecidas, assim, o pecado tonou-se presente em todos os homens (Rm 3.23), em Isaías 64.6 está escrito: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam.”. Nenhum homem escapa dessa realidade (1 Jo 1.8). Daí subentende-se o porquê de tanta injustiça e criminalidade no mundo, isso é um reflexo da natureza humana que é sempre voltada para o pecado.

Porém veja como Deus reage a essa atitude sempre voltada ao pecado, do homem: Deus nos amou. De que forma ele nos amou? Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores! Essa atitude de Deus em fazer-se carne, habitar entre os homens e morrer pelos pecados da humanidade foi a única maneira de o homem voltar a ter comunhão com Ele, isso porque o salário do pecado é a morte (Rm 6.23), logo sendo Deus amor, mas também justiça, pela sua própria natureza de justiça julgará a cada um segundo as suas próprias obras. Sendo o homem por natureza pecador e Deus por natureza justo, Deus não poderia deixar de julgar ao homem de maneira justa, ou seja, condenando-o. É aí que se manifesta o grande amor de Deus, ele se fez homem, para que pela sua morte, ou seja, a morte do único homem absolutamente justo, os pecados dos homens pudessem ser depositados sobre ele, que morreu uma morte substituta por todos. Assim, todos os homens têm acesso à graça de Deus, pois seus pecados já foram pagos. Por Adão, um homem, entrou o pecado no mundo, também por Cristo, um homem, veio aos homens a vida eterna (1 Cr 15.21; Rm 5.19). Sem Cristo, a humanidade jamais conhecerá paz verdadeira. Se o Ocidente hoje afirma conhecer a Cristo, mas vive nesta imoralidade em que se encontra, mostra-se como uma comunidade candidata a naquele dia ouvir de Cristo: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7.23). Não deve ser Cristo apenas mais um nome, mais um objeto de veneração, mas o único que pode nos levar a Deus, pois morreu por nós, ressuscitou e intercede por nós (Jo 14.6; Rm 8.34). A graça de Deus se manifesta transformando o homem e não apenas dizendo, eu lhe perdoei dos seus pecados e vou lhe perdoar sempre, por isso continue pecando e vivendo à sua maneira. Cristo nos perdoa e nos dá força pra fazermos sempre sua vontade e não a nossa (Jo 8.11). Não estaremos livres de pecar absolutamente nesta vida (1 Jo 1.8), mas Cristo nos dá graça pra vivermos de maneira santa e para sabermos onde pecamos e nos reconciliarmos com ele sempre que cairmos em tentação (1 Jo 2.1).

Compare agora o amor que você sente por um ente querido e até mesmo por Deus com o amor que Deus demonstrou sentir por você. Sentiu a diferença? Também pudera: Deus é Eterno, o homem teve início; Deus é Onipotente, o homem é frágil; Deus é Onisciente, o homem não conhece a si próprio, muitas vezes; Deus é Onipresente; o homem é limitado; Deus é Amor, o homem, apesar de não amar como Ele, por Ele é amado!

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas
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