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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Ênfase da Pregação Pentecostal (Parte 1)

Em discussão sobre a atualidade dos dons do Espírito com alguns irmãos reformados, o que mais se ouve dos muitos comentários contrários ao Pentecostalismo é a tal “ênfase nos dons”, que estaria afundando o pentecostalismo. Creio eu que querem dizer com isso que o novo convertido pentecostal não é levado a buscar, em primeiro lugar, a transformação de caráter, antes os dons e assim a transformação de caráter fica prejudicada. É bem verdade que há no meio pentecostal muitos crentes e também obreiros meninos na fé, mas fico a me perguntar se o motivo é exatamente esse.

Há pelo menos três motivos para um cristão não crescer espiritualmente falando: falta da Palavra pregada no púlpito (Jo 15.3); falta de vida devocional através da oração, reflexão e jejum no seu lar (Gl 5.16); falta do exercício da fé através da evangelização e atuação ministerial (2 Tm 2.3-6). Resumidamente, se a igreja não proporciona ao crente o estudo da Palavra de uma forma minimamente profunda e abrangente, ou se o cristão não mantém uma vida de comunhão com Deus, ou, se fazendo essas duas primeiras, não leva à sua vida cotidiana o que aprendeu, esse cristão não crescerá espiritualmente, será eternamente um menino na fé ou o seu crescimento se dará muito lentamente.

Sei que há uma distorção no meio pentecostal que leva muitos a cometerem esse grave erro de supervalorizarem os dons em detrimento da regeneração, em detrimento de se tornarem a cada dia mais parecidos com Cristo no caráter. Os cristãos de Corinto cometeram esse erro e Deus nos deu, por causa disso, a 1ª Carta aos Coríntios de presente através do ministério de Paulo. A ênfase da pregação Cristã deve ser esta: que Cristo se sacrificou por nós, para perdoar nossos pecados e nos regenerar, pois estávamos, e muitos estão, mortos em seus delitos e pecados (Jo 3.16; Ef 2.1). Diante disso, gostaria de levantar outra hipótese quanto à falta de maturidade dos pentecostais, não deixando de levar em consideração a dos meus irmãos reformados. Será que essa meninice não tem a ver, em grande escala, com o fato de as igrejas pentecostais crescerem muito, tendo em seus quadros sempre pessoas imaturas que estão crescendo e aos poucos deixando de lado essa imaturidade ao longo do tempo? Assim o pentecostalismo sempre terá meninos na fé fazendo meninices e também crentes maduros, que se opõe a essas meninices. Será que essa hipótese tem fundamento? Ou será que é mera especulação deste blogueiro para fugir do debate sobre os famigerados “problemas ocasionados pelo entendimento de que os dons são atuais”?

Fique atento ao blog Chama Pentecostal, pois tentarei responder esse questionamento em minhas próximas postagens.

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas
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